quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Resenha CD: Perc3ption - Once and For All

Heavy metal sofisticado ou Prog metal? As pessoas adoram um "rótulo", mas a verdade é a qualidade do trabalho desenvolvido pela banda paulista Perc3ption, que teve origem no ano de 2007. Progressive power metal os define bem e exalta a qualidade dos trabalhos desenvolvidos pela banda. Trabalham seriamente, traçando a estrada da banda como algo promissor, algo que valeu a pena ter feito. Pela quantidade de CDs que chegam pra Quality Music Web Radio, posso afirmar que este é mais um orgulho na cena nacional.

Produção caprichada, bem cuidada, detalhes que valorizam o trabalho e qualidade individual dos músicos envolvidos. "Once and For All" é o nome deste registro e desde sua capa, qualidade gráfica, som com tudo muito bem definido, composições bem elaboradas e um resultado musical que agrada e muito a quem aprecia a música levada a sério. O CD conta com melodias fantásticas, não deixando de lado peso e uma técnica que mostra evolução em relação a seu trabalho anterior. Difícil analisar o CD sem citar a emoção de ouvir mais um grandioso trabalho realizado pela cena metálica brasileira, que sabemos, luta muito até este registro chegar em nossas mãos. Se "Reason and Faith" já era um bom passo da banda, "Once and For All" vem dar ainda mais créditos a sua estrada, sua história sendo construída.

A banda tem uma sonoridade que me agrada muito! Dan Figueiredo - vocal, Rick Leite - guitarra, Glauco Barros - guitarra, Wellington Consoli - baixo e também Peferson Mendes - bateria, foram os envolvidos neste registro. São músicos que demonstram habilidade, parecem bem entrosados e sabem o caminho que desejam para a banda trilhar. A capa e o encarte são de muito bom gosto, muito bem escolhidos. Um belo trabalho que valoriza toda a obra. Produção realmente bem cuidada, tudo soando de forma muito bem distribuída.



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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Especial com a banda Ódio ao Extremo





O CD "Animal" é resultado de boas influências e com uma construção de músicas diretas, amparados por uma produção de qualidade e um trabalho bem construído por parte da banda, que é de Minas Gerais.

sábado, 30 de julho de 2016

Resenha EP: As Dramatic Homage - Enlighten

Existem dois tipos de músicos: Os que tocam as notas de forma precisa e mecânica e os que vivem a essência da música, ousando e inovando sempre, não se preocupando com "a fórmula". A ousadia musical, a arte e a execução em que não se segue algo já esperado, comum, é o que nos encanta. Você poder a cada trabalho se surpreender com a inclusão de novos elementos, com diferenciação na elaboração e um resultado fantástico, inesperado, mas totalmente de qualidade e bom gosto. Algumas bandas seguem uma fórmula desgastada, enquanto outras vão além da imaginação, onde podem misturar estilo, genialidade e inovação. Diversas bandas já nos surpreenderam ao longo dos anos. Podem perder seguidores, mas certamente adquirem muitos novos outros seguidores e tem a consciência tranquila com o seu trabalho, a sua realização musical. Bandas como o excelente Coroner, Paradise Lost, Voivod são alguns exemplos de mudança de rumo e souberam transpor muito bem essa "passagem de fase". Isso é um pouco do que posso explicar para iniciar a resenha de um trabalho que tem muito do que citei acima. A banda carioca As Dramatic Homage nos apresenta seu novo registro, o EP "Enlighten", sucedendo o maravilhoso trabalho anterior, o CD "Crown". 

Ao deixar o EP rolar no player, esteja preparado para muita diversidade e qualidade, num surpreendente registro de músicas viajantes, aliadas a intensidade sonora de um trabalho brutal, com peso e agressividade. entender essa obra é algo que vai buscar sua audição de mente aberta. Você vai escutar, escutar novamente e a cada vai se adorando mais essa grande obra musical. É surpreendente a atmosfera, a amplitude musical, visto que apesar da qualidade musical da cena, parece que a inspiração de muitos se foi, tanto que não se gera mais facilmente clássicos como antes. Bem, o As Dramatic Homage ao longo do que acompanhei, sempre esteve envolvido com seriedade e a postura de não fazer por fazer. Até porque, se não tiver disposição, se manter na cena com as dificuldades atuais (tempo, correria, custos, apoio desproporcional,...) não valeria a pena se não fosse pelo amor e musicalidade contida em cada músico que batalha seriamente sua realização. Alexandre Pontes (vocal e guitarra), Alexandre Carreiro (guitarra), Fabiano Medeiros (baixo), Leonardo Silva - (teclado) e Vinícius Rodrigues (bateria) trabalharam duramente para concretizar esse EP, que sinceramente, é um presente valioso para quem realmente sabe valorizar a qualidade de um trabalho. 


“Full moon madness”,  da banda Moonspell, é uma das músicas deste EP. Música essa, ao qual a banda fez para um tributo lançado ao Moonspell. Também estão em "Enlighten" : "Advert", "Astral infernal", "Praxis", "Enlighten". difícil descrever a sensação ao ouvir cada nova surpresa, cada passagem viajante, cada pancada na orelha aqui contidas. Individualmente demonstram qualidade e precisão. Alexandre Pontes é amigo há algum tempo e conheço sua seriedade e dedicação ao seu trabalho musical. eu não esperaria algo que não tivesse qualidade, mas no geral, a banda foi muito além e me deixou com a sensação que continuo no meio musical que tanto apoio não é atoa. Tente captar cada mudança no andamento das músicas, sinta a viagem sonoro que a banda alí impôs. Bata cabeça com a firmeza e peso que estão sempre presentes. Entenda o quando esse EP vai além da nossa capacidade de apenas ouvir mais umas músicas e sinta a essência da obra ali trabalhada. Queria eu ser mais técnico para poder reverenciar de forma correta como a banda merece. Mas enfim, ouça, conheça e tente entender o valor desse maravilhoso EP "Enlighten". Parabéns As Dramatic Homage!! Vocês realizaram algo que positivamente, fica para sempre... 


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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Resenha EP: Basttardos - O último expresso

Rio de Janeiro, ano de 2010. Assim surgiu a banda Basttardos. Confesso que tive curiosidade em ouvir o trabalho da banda, devido as informações que tive. A expectativa se formou, mas logo foi resolvida essa questão. De posse dos trabalhos deles, pude finalmente conhecer esse trabalho de descrevia uma proposta diferente. Ao iniciar a audição, o clima já era bom e foi se conformando a medida que o EP "O último expresso" rolava. Com uma qualidade ali demonstrada, fui buscando mais sobre a banda e percebi boa aceitação na cena. A simplicidade e qualidade das músicas, deram liberdade a banda de criar uma atmosfera empolgante, que certamente deixa sua marca. Alex Campos (guitarra/ vocal), Bernardo Martins (bateria) e Terceiro Elemento (baixo) são os responsáveis pelo trabalho e é notório que cada um desempenha muito bem sua função. 

A banda tem uma sonoridade que chama a atenção e nos remete a imaginar como seriam ao vivo. Certamente deve ser muita cerveja e agito! Uma essência de metal simples, com atrativos num conjunto geral do EP. A capa também traz bom gosto e a banda destila passagens muito bem elaboradas, unindo melodia, peso e técnica. Tente captar individualmente cada instrumento e sentir a energia ali depositada. A banda parece ter muita influência também do cinema, com passagens de um bom filme "velho oeste". souberam captar muito bem esse elemento no trabalho que desenvolvem. Grandes rifffs, bateria com peso, baixo trabalhando com precisão, vocal muito bem aplicado e uma guitarra na medida exata. Variações que te prendem do início ao fim. As músicas aqui registradas são: "Basttardos", "Licor de cereja", "Despertar do parto", "Exilados", e também "Terceiro 'elemento".

Criatividade e energia não lhes faltaram. Concluída a fase de conhecer o trabalho da banda, agora é mantê-los sempre presente em minha playlist. Um grande trabalho!! Muita estrada ainda terão pela frente e certamente, será promissora essa história.

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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Resenha CD: Ódio ao Extremo - Animal

Ao iniciar a audição deste CD, me veio a mente uma fase mais antiga, onde o Crossover teve sua época de destaque com grandes trabalhos. E nesse registro, a banda Ódio ao Extremo veio acender essa boa lembrança, podendo se dizer que o CD  "Animal" é resultado de boas influências e com uma construção de músicas diretas, amparados por uma produção de qualidade e um trabalho bem construído por parte da banda, que é de Minas Gerais e contou nessa gravação com a execução de: João Mario (vocal), Samuel (guitarra), Stenio (baixo) e Hauny (bateria). Capricharam na produção do som e também na parte gráfica, dando ao resultado final, uma obra de bom conceito, bom gosto e que merece mais espaço na cena. Pancada na orelha que vai agradar ao público fã da música mais pesada. Suas letras trazem temas mais políticos e bem conscientes. Você estará sujeito a ouvir passagens thrash, hardcore e todo aquele crossover que une muito bem as boas influências que a banda tem. É bruto, é direto! Tente captar individualmente a qualidade de cada músico, o que pode dar confiança para que cada um tenha confiança e qualidade ao detonar sua parte, resultando assim numa banda entrosada e músicas coerentes e bem trabalhadas. Além do som atrativo, a capa também é outro ponto a se destacar. Muito bonita, bem escolhida. "Animal" conta com os petardos: "Kaos", "Atentado terrorista", "Animal", "Descartável", "H' Odeio", "Palhaçada generalizada", Merda", "Na real", "Inverno nuclear", "Futuro do Brasil", "Não!", "Palestina" e também, "Noia". A banda foi formada em 2012, em Lavras e segundo sua própria definição: É uma banda mineira de Hardcore, letras politizadas e realistas no contexto social e histórico com grandes influências de Thrash/Grind/Punk de 80/90. Somente posso concordar, definiram muito bem a julgar pelo som aqui registrado. Parabéns pelo CD e que a estrada da banda tenha longo alcance.

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sábado, 9 de julho de 2016

Resenha CD: Blackning - Alienation

Por muitas vezes me questiono: "Quem sou eu para fazer uma resenha de trabalhos de tamanha qualidade?" Não sou técnico, mas também creio que quem lê quer mais é somente ter uma informação do que pode encontrar e assim, vou tentando dar a impressão do que captei. Temo não conseguir passar tudo de valioso que alguns músicos se empenharam em criar com tanto esforço e dedicação. E com a banda BLACKNING, thrash metal direto de Santo André/SP, mais um grande trabalho deles chega em minhas mãos e é um CD que sem sombra de dúvida você deve correr atrás do registro para uma audição ao qual no final, você irá desejar por mais e mais da banda. após o grandioso "Order of chaos", aqui está o "Alienation". Certamente vai figurar entre os grandes lançamentos do ano. 

Cleber Orsioli (Guitarra, Vocal) Francisco Stanich (Baixo) e  Elvis Santos (Bateria) trabalham pesado e conseguiram registrar um trabalho de excelente nível, dando um passo importante para consolidação de sua história, onde os fará obter mais espaço, aceitação e admiração por parte de quem curte muito peso, riffs que ficam na memória, velocidade imprimida sem nada faltar ou sobrar. A banda não deixa espaço para você deixar de bater cabeça, mandando furiosamente um thrash metal que nos remete também ao "velho thrash" que tanto curtimos. "Alienation" traz uma banda intensa, direta, com músicas construídas na medida exata do que se aproxima a quem curte pancada na orelha. Cada integrante carrega uma bagagem na cena que os permite trabalhar com firmeza e segurança que um proporciona ao outro. Assim a banda cresce, o trabalho flui naturalmente e os resultados são os melhores. A qualidade da produção e do material gráfico não pode deixar de ser observada. 

Tremendo bom gosto e qualidade. É o Metal nacional mais uma vez sendo honrado e acrescentando a sua história a lembrança de que não devemos nada "lá fora". Os petardos são: "Street justice", "Thru the eyes", "Mechanical minds", "Dark days", "Weapons of intolerance", "Dyed in blood", Devil’s child", "The rotten institution", "Two-faced liar" e também, "Corporation". Curta esse CD com muita atenção, repita algumas audições e terá a oportunidade de perceber facilmente cada passagem fantástica que a banda distribuiu por todo esse registro. Parabéns Blackning, mais uma vez, foi com honra que criaram um CD.

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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Resenha CD: Fatal Scream - From silence to chaos

Gratificante surpresa ao colocar para audição este trabalho. A cena nacional sempre trazendo trabalhos elaborados com muita qualidade e criatividade. Produção caprichada, tudo se ajeitou em seu devido lugar, sem excessos ou falta. assim é uma primeira impressão do CD "From silence to chaos", da banda FATAL SCREAM, de Ribeirão Preto. Seu estilo? Tente definir você mesmo, pois o trabalho quando é muito bom, rotular é injusto. Tente perceber o quanto há em peso e momentos muito bem trabalhados. Acho que a elaboração das músicas foram muito bem dosadas, construídas com seriedade e qualidade. 

Há variações nos andamentos que chamam a atenção de forma muito positiva. Me interessaria muito conferir a banda ao vivo e poder sentir toda essa energia. Vão trilhar uma estrada promissora dentro de seus objetivos e desejo que muitos novos bangers tenham acesso a este trabalho. As bandas tem trabalhado bem também em sua parte gráfica e este CD é mais um que tem uma capa belíssima, encarte de muito bom gosto e informações necessárias. Estarei de olho em cada novidade que vierem a lançar, pois certamente é uma banda para um playlist constante. As músicas aqui registradas são: "From silence to chaos", "Killer wolf", "Trapped", Before the judgement", "Betrayer (Shake)", "Mental prision", "Utopia", "Last breath", "Machine head". E aconselho a uma audição com a mente aberta e assim captará preciosidades a cada nova audição. 



Os responsáveis pelo trabalho: Carol (vocal), Diego (guitarra), José Roberto (guitarra), Rodrigo (baixo) e Carlos (bateria), ao qual parabenizo-os pela qualidade do trabalho e lhes desejo que a cena seja justa. que venham novos trabalhos... Pancada na orelha!!!

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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Entrevista: Lacerated And Carbonized


A banda carioca Lacerated And Carbonized traz em seu trabalho um death metal realizado na maneira mais digna possível. Trabalhando sério por um longo tempo, eles agora merecidamente fizeram uma nova turnê fora de terras brasileiras. "Condition Red" foi a nova turnê da banda pela Europa e veio para consolidar o trabalho deles com muita consistência e reconhecimento. A Quality Music Web Radio vai dar o espaço para conhecermos um pouco mais dessa trajetória e planos da banda. 

1- Inicialmente parabenizo a banda por mais esse feito que estão realizando. E peço que nos contem, como se deu a possibilidade inicialmente para que a banda pudesse ampliar seu horizonte de apresentações pelo exterior?
Jonathan Cruz - Quando você trabalha duro e acredita no seu potencial, não tem nada que possa te parar. Nós ralamos muito para agendar a nossa primeira turnê e desde então sempre conseguimos somar contatos e fechar novas parcerias, fazendo com que a turnê seguinte aconteça de forma mais fácil e seja mais consistente. A "Condition Red" foi ótima e estamos ansiosos para cair na estrada novamente! 

2- Que tipo de reações receberam do público lá fora, em relação ao trabalho que o Lacerated And Carbonized realiza?
Jonathan - Creio que as pessoas que já conhecem o LAC nos esperam com bastante entusiasmo porque sabem que trabalhamos com seriedade e que sempre daremos o nosso melhor ao vivo. As reações são sempre as melhores e creio que essa troca seja a essência para continuarmos 100% com total dedicação à banda. 

3- Sabemos das correrias que uma banda tem para apresentações no Brasil. Em relação a essa turnê, o que guardam de histórias boas e também ruins? 

Jonathan - Creio que momentos bons e ruins sempre estarão presentes em qualquer situação. Saber administrar isso é uma importante ferramenta e faz parte de um processo natural em que adquirimos aprendizado e experiência. Mas felizmente sabemos aproveitar cada situação, encará-la da melhor maneira e transformar os conhecimentos que adquirimos em coisas produtivas para o Lacerated And Carbonized. Um fator positivo dessa última tour foi termos conseguido ampliar novos horizontes, além de termos feito história com shows sold-out em cidades na Sibéria ao sermos a 1ª banda internacional a tocar nelas. Isso fora a oportunidade de conhecer novos lugares, fazer novas amizades, enfim, mostrar quem somos nós. Acredito que, trabalhando com honestidade e paixão, as coisas vão acontecendo de forma gradativa e real. 

4- O trabalho da banda parece ter engrenagens que trabalham em sintonia e perfeito funcionamento. Como elaboram o material de vocês? A aceitação e reconhecimento, creio eu, deve ser grande.
Jonathan - Primeiramente, a gente tenta enxergar formas ou mecanismos diferentes que possam gerar novidades, que tenham um papel de criar expectativas aos nossos fans e produzir interesse para aqueles que mal conhecem o LAC. Temos por características próprias buscar elementos simples, mas que soem claros e de fácil entendimento ao público, pois planejamento e foco são essenciais para que tudo funcione como proposto. Imagino que este seja um caminho concreto para se alcançar objetivos. 

5- O que há de planos para vocês em relação ao futuro do Lacerated And Carbonized?
Jonathan - Lançaremos em breve o nosso novo álbum, "NARCOHELL", e já estamos planejando as nossas próximas turnês: queremos fazer uma grande tour pelo Brasil no início de 2017, começando pelo o Nordeste, além de retornarmos em outras turnês pela América do Sul e Europa na sequência.
Acredito que "NARCOHELL" seja o nosso melhor material e com nossa melhor performance até então, além de contar com as grandes participações de Marcus D`Angelo (Claustrofobia) e Mike Hrubovcak (Monstrosity).

6- Como a banda avalia a atual cena metálica nacional? Apesar de todas as dificuldades como espaço para bons eventos e apoio real do público, acham ainda que é mágico o underground?
Jonathan - Enxergo a cena brasileira como gigante mas ao mesmo tempo pequena, pois vejo o público se dividindo, brigando e boicotando certos eventos porque tem banda de heavy metal junto com outra de black metal, ou alguma de hardcore tocando com outra de Death Metal, etc. Acredito que esse pensamento "pequeno" tenda a enfraquecer o cenário Metal do nosso país e cada vez mais diluí-lo. 

7- Sempre levo uma questão as bandas, que é saber como conciliam a correria da vida diária com o fato de se dedicar uma banda? (Um trabalho sério na música exige tempo e dinheiro).

Jonathan - Infelizmente vivemos em um país de terceiro mundo onde as coisas são 3 vezes mais caras e mais difíceis. Equipamentos e instrumentos são caros, a logística é ruim, não há gravadoras expressivas, as bandas não têm suporte algum e esse cenário faz com que as coisas acabem indo meio que no "vamo que vamo". Tudo é questão de objetivos e o que se está disposto a fazer, acreditar e encarar. O músico brasileiro em geral, se não tiver um segundo emprego (fonte de renda fixa) ele tá ferrado. Por outro lado, estar em um emprego comum não te dá disponibilidade de viajar 2, 4 ou 6 meses em turnês por ano. Isso acaba sendo um empecilho e tornando mais difícil de realizar o sonho de viver da música, porém não impossível, já que essas circunstâncias poderão te levar a perder oportunidades que aparecem somente uma vez. 
Portanto, quem se dispõe a ter banda deve ter em mente exatamente como quer encarar a carreira: você pode fazer disso apenas o seu lazer. Caso contrário (e se você não vier de uma família rica), tem que se organizar para possuir um negócio próprio que te dará disponibilidade para estar 24 horas com o foco na banda.

8- Que bandas pode citar como influências e que bandas brasileiras pode citar como grande destaque?
Jonathan - Cito aqui algumas bandas que admiro, que são influências e estão sempre na estrada fazendo muito em nome do metal brasileiro, muitas vezes tendo que engolir besteiras de pessoas recalcadas e invejosas: Claustrofobia, Nervosa, Affront, Torture Saqud, Confronto, Project 46, Eminence, Hibria, Krisiun e Nervochaos.  

9- A Quality Music sempre teve intenção em incluí-los num dos eventos que já realizou (faltou oportunidade). Como encaram a estrutura dos eventos no Brasil?
Jonathan - A estrutura vem melhorando. O que falta no Brasil é a profissionalização do underground. Seria ótimo se pudéssemos pegar uma van com motorista e backline para cair na estrada no Brasil, tocando todos os dias da semana por 1 ou 2 meses seguidos, como acontece em outras partes do mundo. 

10- A "Condition Red Tour 2016" passou por 12 países em 38 shows. Uma conquista valiosa para a banda e também para o metal brasileiro. A partir daí, o que vem pela frente? Algo de concreto que possam adiantar para um novo trabalho?
Jonathan - Como eu disse antes, nosso foco agora é lançar nosso novo álbum, "NARCOHELL", e em seguida cair na estrada para divulgá-lo. Acredito que passaremos o ano de 2017 todo na estrada e só depois vamos parar para pensar em um novo disco.

11- O espaço está aberto para a mensagem final aos que nos acompanham. Agradeço a parceria com o Lacerated And Carbonized e parabenizo a banda por trabalhar seriamente pela música pesada.
Jonathan - Agradeço ao Vanderley e a Quality Music Web Radio mais pela oportunidade! Continuem apoiando o metal e acompanhem os canais do LAC! 

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sábado, 11 de junho de 2016

Resenha CD: Metalizer - Your nightmare

Thrash metal com agressividade, rápido e sim, influências de metal tradicional. É a impressão sobre o trabalho da banda paulista Metalizer, mais precisamente de Nova Odessa/SP. Nesse CD " Your nightmare", a banda captou muito bem uma sonoridade intensa, bruta e direta. Tendo em sua formação: Sandro (vocal), Douglas (guitarra),  Nilão (baixo) e ainda,  Thiago (bateria), o Metalizer reuniiu riffs marcantes, direto e sem firulas, baixo e bateria agindo com imensa qualidade, vocal com energia imensa e uma bateria precisamente bem criada, resultando assim num conjunto bem estruturado e passando confiança um ao outro na execução. "Your nightmare" é o segundo registro da banda e certamente, foi algo que lhes garantiu novos seguidores e uma estrada promissora. Durante a audição, o Overkill foi a banda que me veio a mente como boa influência, mas há muito mais por alí e a banda desenvolve sua própria marca com qualidade. "Your nightmare" traz também material gráfico bem cuidado. Boa capa, informações, bom gosto na escolha. 

Bandas como o Metalizer muitas vezes deixam de ser admiradas devido a mania de muitos compartilharem apenas os dinossauros e não mostrarem aos outros o quanto o metal nacional tem bandas valiosas e músicos que trabalham lutando contra as dificuldades de se viver de música no Brasil. Os petardos aqui registrados são: "Weapons of metalization", "My cage", "Street dog", "A bridge across time and space", "Still alive", "Cause and effect, "Zombified generation", "Wake up", "Preacher of hate" e "Life is your nightmare". Acho meio injusto destacar uma ou ooutra música, é gosto pessoal, mas estejam atentos principalmente para "Weapons of metalization" e também a qualidade individual em "Cause and effect". Procure conferir esse trabalho e gostando, divulgue aos amigos. Muitas novas bandas ai prontas para o mercado e os ouvidos mais atentos. Bang your head!!

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segunda-feira, 6 de junho de 2016

METAL PARK – Food & Metal Festival

Página do evento: Clique AQUI 


Local: Bier Park Penedo
Endereço: Avenida das Mangueiras, 2.000 (em frente ao campo do Clube Finlandês), Penedo, Itatiaia (RJ)
Horário abertura dos porões: 17 horas
Horário início dos shows: 18 horas

>>> Estacionamento gratuito para todos <<<

Ingresso no local: R$15,00* até 18H00
*Após esse horário será cobrado R$20,00

Sobre Bier Park Penedo ↓


O Bier Park é um espaço ao ar livre, com ambiente informal e descontraído, dedicado as cervejas artesanais e a gastronomia sobre rodas e de rua. A cada semana, são apresentadas novas cervejas, e convidados diferentes preparam o cardápio gastronômico do local.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Resenha EP: The Cross - Flames through priests

Mais uma grande banda vinda de Salvador, com uma relevante importância na cena metálica nacional, o The Cross surgiu em 1993 e teve uma pausa (comum em muitas bandas nacionais) agora interrompida, com o EP “Flames through priests”, que trz 02 novas composições e traz também 03 faixas de sua demo "The fall", que teve seu lançamento em 1993. Trabalhando numa linha doom e death metal, o The Cross é bem direto, sem inventar nada que seja excessivo. O andamento das músicas é maravilhoso, muito bem construídos. Melodias que certamente agradarão bastante aos seus seguidores e os novos que irão conseguir. O peso está presente, os climas bem sombrios e qualidade na execução. Tente ouvir atentamente este trabalho em volume bem alto. Muitas influências sagradas do estilo me vieram a mente e a banda soube usar essas influências com qualidade. O doom é fascinante e se te remete a lembranças dos grandes nomes do estilo, então estão no caminho certo. Vão trilhar uma estrada muito apreciada no Brasil. 

As músicas aqui contidas são: "Sweet tragedy", "Cursed priest", "Flames of deceit", "The fall" e também "Scars of illusion". Cada integrante soube mostrar qualidade e boa execução em suas devidas partes, fazendo um resultado final muito interessante e dando assim, um importante passo com esse retrno bem sucedido. Após a primeira audição onde perceberá as influências, ouça novamente esse registro e viaje no clima registrado pelo The Cross. É um trabalho para você curtir com frequência, dividir com os amigos e apoiar a banda. Fica a expectativa por um novo registro, pois o retorno foi bem executado. a formação do The Cross conta com: Membros: Eduardo (vocal), Elly (guitarra), Felipe (guitarra), Mario (baixo) e também, Louis (bateria).

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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Resenha: "São Paulo em chamas Fest 9" - Osasco/SP 14/05/2016 - Mineiro Rock Bar

Ah... A dificuldade de encher uma van, a estrada, o tempo frio, a falta de grana, desistências... Tudo era apenas um modo de valorizar ainda mais a galera que foi prestigiar o Dark Slumber em Osasco/SP. Que viagem incrível fizemos. O open bar da van e cada um ali presente souberam interagir para um clima muito amigo e então, eis que chegamos para o "São Paulo em chamas Fest". Chegando ao Mineiro Rock Bar, o clima era bom e ali, 07 bandas se apresentariam. Houve um contra-tempo com uma das bandas, que não pode se apresentar, mas o Fest foi insano. Muitas boas surpresas aconteceram no palco. A Quality Music Web Radio  estava presente para cobertura do evento. Cobertura que seria mais completa se não fosse o open bar na van, pois confesso que acabei curtindo demais o show e não me fixando muito nos detalhes. Abrindo o evento, o Motorcrush, de Sorocaba/SP. Com seu estilo heavy/thrash já entrou com um clima pesado e colocou a galera para entender o que viria por toda a noite. A banda fez uma apresentação muito boa e foi aquecendo geral para não ver ninguém parado. A seguir veio o Shaytan, de  Mogi das Cruzes/SP. Banda recém criada e que demonstrou carisma e comunicação com os que batiam cabeça por alí. Seu estilo black metal foi levado de forma agressiva, rápida e bem executado. 

Era o momento então de subir (subir? rs) ao palco a banda Dark Slumber, de Volta Redonda/RJ. Com seu trabalho calcado no estilo dark metal, a banda inclusive nos brindou com som novo. Não por ser amigo de longa data dos malditos, mas realmente a banda desenvolve muito bem seu material e tem impressionado, angariado sempre novos admiradores do seu trabalho. Executam com qualidade e precisão suas músicas muito bem construídas e com elementos atrativos. E tudo ia seguindo muito bem. Alguns temores sobre retorno, de como estava achegada do som pra galera, mas a verdade é que todos alí estavam numa irmandade muito valiosa. Após, se não me engano, veio o Final Nightmare, de Mauá/SP, detonando um som na linha heavy com muito peso e energia. Me chamaram bem a atenção com boa presença no apertado palco. Tocaram com garra e souberam mandar um set que certamente agradou a muita gente. A postura da baixista Camila chama a atenção (no bom sentido) e seu trabalho é visto também em outras bandas. Muita dedicação por parte da banda. Gostei de vê-los em ação. Veio então o Inaftor, de Diadema/SP, com um som speed/thrash metal. Infelizmente após o evento, a banda dará um tempo nas atividades para buscarem um novo baterista e ajustarem as coisas. Mas no show, a banda veio com mais energia e colocou a galera para continuar aquecida, já que a madrugada vinha trazendo consigo o frio. Outra banda que eu aguardava a apresentação era a banda In Soulitary e realmente, foi muito bom poder conferir o set deles. Que trabalho incrível. A banda carrega também muita comunicação com o público e demonstram carisma. Uma junção que os levará longe. Eram muitas bandas, muitas para mim desconhecidas, então espero que tenham assimilado a energia e integração com que foi realizado este evento. Parabenizo aos envolvidos e que o metal nacional tenha sempre espaço e apoio. O underground tem força e pode melhorar com o seu apoio, compareça aos eventos, divulgue, prestigie as bandas de metal nacional sempre. e então, era hora de comer um dogão e pegar a estrada de volta para Volta Redonda/RJ. A van novamente foi o local de muitas risadas e é mais uma história metálica inesquecível. 

domingo, 1 de maio de 2016

Resenha CD: Hagbard - Vortex to an iron age

A banda Hagbard, de Juiz de Fora/MG, traz em seu trabalho influências do estilo Folk e Viking Metal e desde que conheci o trabalho da banda, vejo-os trabalhando com empenho, com dedicação a um trabalho sério e com muita qualidade. O material sempre traz qualidade em todos os pontos. Seja na arte gráfica, bom gosto no que escolhe e um som muito bem elaborado. Energia intensa que te prende, logo querendo mais e mais."Vortex to an iron age", é o novo registro da banda e mais uma vez, acertaram no que produziram. Merecem muita atenção, tendem a ganhar muitos novos seguidores e espaço na mídia especializada. É como se você estivesse ouvindo o CD e se imaginando numa batalha medieval. Clima perfeito! Contendo muito peso, melodia e passagens uma mais interessante que a outra, o Hagbard traz peso, melodia, batidas vigorosas, guitarras muito bem conduzidas, vocal com energia e peso e baixo dando precisão e suporte para que todos desempenhando muito bem suas partes, obtenham um resultado incrivelmente satisfatório. O vocal gutural conduz a batalha e traz consigo uma banda entrosada e certa do que deseja. Certamente esse registro agradará aos bangers. 

Tente captar separadamente a bateria e sinta o massacre. Por vezes, o vocal está bem limpo e vai dando um diferencial ao trabalho, alternando os climas e fazendo-se audível claramente. As guitarras traçam um linha que te prenderão atentamente a cada riff executado. Trabalho de imensa qualidade que a banda soube desenvolver. Destaque no gênero. Um CD de clima épico, obra para ser lembrada por muito tempo e estar constantemente na playlist. em sua formação a banda traz: Igor Rhein (vocal),  Gabriel Soares (teclado/vocal) Danilo "Marreta" (guitarra),  Rômulo Piovezana (baixo) e também, Everton Moreira (bateria). O CD conta ainda com as participações de: Vinicius Faza Paiva – Violino, Livia Kodato – Vocal feminino, Luqui di Falco – Violão, e Mauricio Fernandes – Backing vocal. A parte dos teclados também me chamou a atenção e soube dar um clima que complementou muito bem o trabalho. Não há nada sobrando ou faltando neste CD. 

Há muita técnica e coesão presente. A sonoridade da banda vai angariar muitos novos seguidores e a tendência e irem ganhando a estrada e consolidando sua história de forma muito positiva. Os registro são: "Intro", "Never call the Sage to drink in your home", "Bridge to a new era", "Iron fleet commander", "Last blazing ashes", "Death dealer", "Relic of the damned', "Inner inquisition", "Deviant heathen", "Shield wall", "Outro". E sendo que "Bridge to a new era" você já pode conferir na programação da Quality Music Web Radio. Parabéns a banda pelo grandioso trabalho!!

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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Resenha CD: Silver Mammoth - Mindlomania

Após tomar conhecimento do trabalho da banda paulista, Silver Mammoth, separei um tempo a mais para conhecer a estrada da banda e pelas referências que tive do CD "Pride price", de 2013, sabia que o CD que chegou em minhas mãos, o "Mindlomania" seria uma prazerosa audição. este é o terceiro registro deles, que detonam um hard rock, tipo anos 70, coisa bem selecionada e trabalhada. uma contagiante energia veio pelos auto-falantes, com músicas bem construídas e muita viagem sonora. Coisa que nos remete as raízes da música pesada. Cada integrante desempenhando com qualidade a parte que lhes cabia e o resultado em conjunto, foi de um resultado muito produtivo e qualitativo. Bons riffs, solos que agradam muito, baixo e bateria como devem ser nesse estilo. Nada sobrando, nada faltando, tudo na medida. O som da banda soa natural, com passagens que se alternam muito bem durante todo o percorrer do CD. 

Gostei também da capa, muito bem escolhida e atrativa. Sem contar a produção (um dos principais itens), que foi conduzida muito bem. Pode se dizer que além do hard rock, a banda também traz passagens que soam psicodélicas e lembra também as raízes do Black Sabbath, Deep Purple e outros grandes nomes. Os registros são: "Bewitched", "Mindlomania", "The time has come", "Liars", "Madman Doc", "The cave, the hole, the escape", "Sadness", "Shining star", "Wild wolf", "Shock therapy" e sua formação conta com: Marcelo Izzo Jr (guitarra), Vinnie Rabello (bateria), Chakal (baixo) e também, Marcelo Izzo (vocal). O Silver Mammoth é uma banda relativamente nova e vem mostrando consistência em seu trabalho e sendo assim, merece ser apreciada e apresentada aos amigos. 

É sempre tempo de dar espaço aos novos trabalhos, pois os dinossauros do metal se renovam (queiram ou não queiram). Espero que um novo trabalho não demore e que a banda possa alcançar um novo público que aprecie sua qualidade musical.

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Resenha EP: SuperSonic Brewer - 3rd chapter... One more binge

O Rio Grande do Sul sempre foi berço de grandes trabalhos metálicos e o SuperSonic Brewer é mais um que vem crescendo muito e pode ser conferido em seu terceiro registro, o EP  “The 3rd Chapter… One More Binge”, que mantém sua formação do seu antecessor: Vinicius Durli (vocal / baixo), Rodrigo Fiorini (guitarra), Mauricio Menegotto (guitarra) e ainda, Evandro “Piki” (bateria). A banda surgiu em 2004, em Bento Gonçalves/RS. Durante a audição, você percebe influências com peso e agressividade e o thrash metal é sua maior característica. A melodia não falta e vai proporcionar um resultado que vai agradar bastante. A banda sou cuidar da produção e do material escolhido. 

São seis músicas autorais e também um cover do Led Zeppelin (The ocean/ Kashmir), com boa execução. O EP traz um tom moderno, traz peso, melodia bons riffs e uma caprichada produção, com bela capa e bom encarte. Incluídas nessas músicas, estão algumas de um trabalho anterior, que ganharam uma nova leitura. "Ready for another binge" (uma das melhores!!), "Illusion", "Society in ruins", "Blood washed hands", "Destruction overtruck", "Embrace disgrace" e fechando com o cover do Led, "The Ocean/Kashmir".
Fica uma grande expectativa para um próximo trabalho e alcançando um bom número de ouvintes, certamente terão muitos novos seguidores. A estrada deles vem se formando passo a passo e tem sido coerente a estrada que trilham. Merecem atenção e reconhecimento.

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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Resenha CD: Banda Amákina - “Na estrada – O Rock’n Roll move as engrenagens”

Pensa numa banda que faça Rock'n'roll seriamente, que constantemente se apresenta, sustentando sua estrada desde 2008, ano de sua formação. Essa é a Banda Amákina, de Niterói, que conta em sua formação com: Gerson Monteiro (Baixo), Tuca Marques (Vocal e Guitarra)  e Aldo Sá (Bateria). Com seu trabalho trazendo referências do Rock das décadas de 1970 e 1980, a banda se entende muito bem e já estiveram em diversos palcos se apresentando ou sendo homenageados. no ano de 2010 a Banda Amákina lançou um single, denominado: Amakina", contendo 02 músicas. Seguiram trabalhando e veio o primeiro videoclipe, com uma faixa que gosto bastante: "Meu lar é o bar", retirada do single. Em 2015 veio a participação na coletânea: “Independente ou Morte”. 

Era então a hora de mais um trabalho. O CD que traz grandes registros e vai consolidando o trabalho de quem seriamente corre atrás dos sonhos. “Na estrada – O Rock’n Roll Move as Engrenagens” é o nome deste trabalho, que inclui 08 músicas com o Rock dos anos 70/80 já figurando por muitas rádios e aceitação e reconhecimento por parte de quem já conheceu o trabalho da banda. como músicos, estão sempre se dedicando a todo momento a este trabalho e como pessoas, mostram-se receptivos, humildes e atenciosos com seus seguidores. O mercado da música pesada sente falta de trabalhos como esse, que no Brasil está carente há algum tempo. O som da banda, a capa, seus shows, tudo traz o climão festivo que o rock nos proporciona. E neste CD, você pode nitidamente ver qualidade e desempenho muito bem construído por parte de cada músico. 

As músicas são: "A luz  dos seus olhos", "Amor perfeito", "Confesso", "Entre um copo e outro", "Máscara", "Na estrada", "Não vejo nada", e "Sem sair do lugar". Recomendo conhecerem o trabalho e divulgarem aos amigos, porque Amákina está na estrada!!


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quinta-feira, 31 de março de 2016

Resenha CD: Gueppardo - Fronteira final

Hard, heavy direto, lembrando os bons tempos em que surgiam bandas com essa sonoridade, que lembra a década de 80 e o clima que havia naquela época. Os gaúchos do GUEPPARDO nos brindam com esse registro denominado "Fronteira final", trazendo um hardão mesclado com o heavy tradicional, tendo um resultado que agradará muito aos fãs do estilo. Optaram pelo nosso idioma e suas músicas são recheadas de riffs marcantes, boas melodias, solos que ficam na mente, boas letras e um trabalho gráfico de bom gosto, além da boa produção. Também se destacam os agudos do vocal, não desmerecendo o grande trabalho de batera e baixo, muito bem executados. 

A banda carrega uma história como de muitas outras: Formada em 2007, logo lançou seu primeiro trabalho, o EP “Instinto Animal”. Teve uma breve pausa, como as vezes sempre se faz necessário devido a problemas de formação e a vida corrida, mas retornaram e agora gravam esse registro com um resultado positivo. "Fronteira final" contém as músicas: "Fonteira final", "Roleta russa, "Fúria e paixão", "Planeta proibido", "Estrela perdida", "Chuva", "Nada a perder", "Anjos e demônios" e também "Fissura total". Além do som com qualidade e boa construção, a capa deste CD também é de bom gosto, foge um pouco da idéia atual já meio batida. Procure em algum momento ouvir este CD com fone de ouvidos, deixando o som ser mais perceptível, mais intenso e vibrante. É um trabalho também para rodar numa roda de encontro banger, pois fica como uma ótima trilha para uma bebemoração. Ouça alto, vibre e sinta a força da música pesada e deixe os solos dar o clima. Diversão pura. Ao vivo deve ser mais contagiante ainda.

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quarta-feira, 30 de março de 2016

Resenha CD: Degola - Tormenta

Thrash metal e Brasília são duas palavras muito ouvidas atualmente por nós. E unindo as duas palavras, tenho em mãos o segundo CD da banda brasiliense DEGOLA, que manda um thrash de intensa pegada, muita agressividade e pancada na orelha no decorrer desse registro, "Tormenta". Muito bom quando se tem um trabalho de banda nacional lançado em que dá orgulho em "colocar na vitrine" para o conhecimento e apreciação dos que realmente curtem um trabalho bem feito, seja o som, a parte gráfica com qualidade na produção das músicas, encarte e poder enxergar claro que a banda tem um grande futuro no que depender de sua qualidade musical. A sonoridade aqui registrada é intensa, rápida e pesada, trazendo a ideia de que ao vivo é ainda melhor. "Tormenta" é um trabalho sério, vigoroso e mostra a evolução do Degola, que impõe um thrash metal no mais perfeito trabalho, sem muito o que alterar. São 08 registros com uma rifferama muito bem distribuída, batidas consistentes, vocal com fúria e o baixo detonando em grande estilo. A cada novo trabalho de metal nacional que tomo conhecimento, sinto o quanto lutam, se empenham contra as adversidades que estão presentes na vida de quem tem uma banda e que mesmo apesar da imensa qualidade, não recebem o apoio e reconhecimento devido. 

As músicas presentes neste CD são: "Acalmo o demônio", "Vejo você no inferno", "Mais pesado, mais rápido, mais agressivo", "Maculado", "Eu sou a peste", "Aqui o tempo todo", "Tormenta" e ainda, "Ao acaso". Tente você ouvir e destacar algo, pois seria injusto deixar alguma de fora, visto que na sua totalidade, é um trabalho completo, de nível intensamente igual. Tendo em sua produção a própria banda, a Ms Metal Press dá suporte a este grande trabalho. Uma capa muito bonita, letras bel criadas, fotos, informações e um encarte legível, coisa que tem faltado em muitas bandas (pelo tom muito escuro). O Degola demonstra ter amadurecido, ganhado confiança e progrediu bastante, o que lhe trará muitos favorecimentos na sua estrada. O fato de terem suas letras em português é algo que divide as pessoas e eu não vejo o porque disso. Por vezes, para retratarmos algo como nossa politicagem por exemplo, um português direto é a melhor solução, assim como para retratar nosso cotidiano com o "jeitinho brasileiro". A pancada na orelha é direta, agressiva e intensa. Todos desempenhando com clareza a parte que lhes cabe. E são eles: Flavio Lacerda (Vocal), Waldson Farias (Guitarra), Victor Hormidas (Bateria) e também, Cássio Portella Baixo). Um grande CD e que merece muita atenção (e valorização, claro).

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sábado, 5 de março de 2016

Resenha CD: Jailor - Stats of tragedy

Você coloca o CD para rolar e tem o prazer de escutar um thrash metal que te remete aos bons tempos metálicos, em que o thrash era diferenciado, com pegada forte, tudo muito bem definido e o peso bruto, a velocidade e passagens marcantes ali presentes. O som dos curitibanos do Jailor é pancada na orelha. thrash metal com velocidade e riffs que te fazem banguear desesperadamente. Este é o 2º CD da banda e pra iniciar, a parte gráfica é de bom gosto e qualidade. Material que já por ai deve ser valorizado, quando se nota o capricho nos detalhes. em relação ao som, eu os colocaria com mais destaque na cena e espero que sejam reconhecidos e tenham o devido espaço, pois qualidade não falta. O CD rolando você vai confirmando o poder sonoro deles e assim, querendo sempre poder ouvir mais e mais, para em algum momento, logo desejar mais material deles. A banda já dividiu o palco com nomes valiosos como Exodus, Exciter e Destruction, além dos magistrais brazucas do Krisiun. É impossível ficar parado e ao vivo, deve ser insano o agito. Em sua formação estão: Flávio Wyrwa (Vocal), Guima (Guitarra), Emerson Niederauer (Baixo), Daniel Hartkopf (Guitarra) e contando também com Jeff (Bateria). "Human unbeing" é certamente o destaque do trabalho e destacar algo neste trabalho é injusto quando se percebe tudo em seu devido lugar. 

A rifferama, as batidas pesadíssimas, o vocal intensamente visceral, o baixo dando suporte vital... É impossível descrever a sensação que você possa ter ao ouvir este registro. Recomendo que o faça imediatamente. Solos bem colocados, passagens significativas, tudo construído com qualidade e precisão que nada fica a dever aos gringos. Bandas como o Death e Destruction me vieram a mente durante a escuta deste play. "Merciless Punishment" é outra que vai chamar a atenção dos ouvintes. Os petardos que compõem esse trabalho são  "G.O.D.", "Human unbeing", "Stats of tragedy", "Throne ff devil", "Merciless punishment", "Jesus crisis", "The need of perpetual conflict", "Ephemeral property" e "Six six sickness". Com uma temática bem elaborada e um som com bastante energia, a banda tende a ganhar mais espaço e reconhecimento na cena. Importante receberem apoio. Energia, rapidez, peso e velocidade muito bem colocados. Não há como não se contagiar. Acho que eu daria apenas uma retocada no logo da banda, porque o restante, está no caminho correto. Parabéns pelo trabalho.

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Resenha DVD - Território Metálico (Valhalla, Moretools, Miasthenia e Roasting)

Bruto!! Pancada na orelha!! Assim pode se definir o DVD "Território metálico". Projeto que visa a divulgação de bandas através de um material de qualidade e um evento abrindo espaço para o público ter acesso a esses trabalhos. Roasting, Valhalla, Moretools e Miasthenia foram as bandas underground experientes aqui registradas. Bandas do Distrito Federal, sendo 03 delas com vocalistas mulheres.  Metal extremo levado a sério por quem luta na cena a algum considerável tempo de estrada. Tudo muito cuidadosamente vistoriado para que os detalhes não prejudicassem tal feito e certamente, foi obtido êxito no projeto. A banda Valhalla dá início ao DVD e já de cara você fica sintonizado com a brutalidade e qualidade do trabalho registrado. Com Andréa Tavares (Guitarra) e Alessandra Tavares (Baixo), além de contar com Ariadne Souza (Bateria e Vocal). Um som porrada, sem trégua, onde a banda desempenha muito bem seu trabalho, agradando muito aos que curtirem algo mais extremo, pesado e bem elaborado. Desempenhar a função de batera e vocal ao mesmo tempo é algo que me chama a atenção desde que conheci o trabalho de alguns famosos como Dan Beehler, do Exciter, quando vieram ao Brasil para sua apresentação onde roubaram a cena, visto que o Venom era a atração principal. A Valhalla é aquela típica banda que deveria ter mais destaque no cenário nacional, mas como sempre, algo acontece e a atenção se volta para coisas menos criativas. É Death metal de forma bruta, com atitude e postura de uma banda que sabe o que deseja. A apresentação é calcada no “Evil Fills Me”, trabalho de 2014 e primeiro registro da Ariadne com a banda. 

Na sequência vem o Moretools. Seu som agressivo traz em sua formação: Hudson Arsênio (Guitarra e Vocal), Rhavi (Vocal), Alu Pedrotti (Guitarra), Riti Santiago (Bateria) e ainda, Daniel Gonçalves (Baixo). A banda foi a idealizadora deste projeto. Não há como permanecer parado durante sua apresentação. Bater cabeça é inevitável. Uma apresentação pra se guardar na memória. Intensos, pesados e muito bem construído seu som. É hora então do Black metal pagão da banda Miasthenia e não há como deixar de curtir o trabalho desta banda. Hecate (Vocal e Teclado), Thormianak (Guitarra) e Victor Digger (Bateria), do início ao fim prendem a atenção do público com um som que deveria receber mais destaque, mais apoio por parte dos bangers. Os 03 dão conta de um som vigoroso, mesmo sem baixista e a apresentação d abanda tornou-se inesquecível. Miasthenia é uma banda que deveria estar mais na lembrança dos grandes nomes da cena. “Legados do Inframundo” é uma grande obra. Chega a hora da banda Roasting, tendo em sua formação: Carol(vocal), Marcos (baixo), Japão (guitarra) e Júlio (bateria). Um set matador, principalmente por parte de sua vocalista. Aos que curtem peso e velocidade, o DVD é um prato cheio, onde não fica pedra sobre pedra. Na estrada há um bom tempo, a banda teve uma pausa nos trabalhos, tendo voltado em 2007. Death extremo, da velha escola com grandes variações e passagens, além do peso brutal. No DVD, entre cada apresentação, as bandas falam um pouco de seu trabalho, o que considero muito importante, pois o público precisa conhecer um pouco mais da trajetória, das dificuldades que passam uma banda e do apoio que necessitam. É de suma importância trabalhos como esse, que fortalecem e tornam mais conhecidos determinadas condições a que são envolvidas as bandas e seus trabalhos até eles chegarem aos ouvidos dos bangers. Iniciativa que merece reconhecimento e respeito. Para as quatro bandas envolvidas, e aos idealizadores do projeto, parabéns pela garra, pelo desempenho e dedicação. 

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Moretools
Valhalla
Roasting
Miasthenia