domingo, 15 de janeiro de 2017

Entrevista da banda Critical Fear para o blog Death Mask (Republicada aqui na Quality Music pelo início da parceria entre ambos os trabalhos)

Banda formada em Iracemápolis - SP no final de 2008 com o propósito de tocar Thrash Metal na veia dos anos 80, com influências de Punk e HC e letras que combatem a injustiça de nossa sociedade capitalista. Em 2016 a banda teve seu primeiro disco lançado pela Marquee Records, versão digipack contendo a Promo -2009 de bônus e versões de novas composições. Atualmente a banda segue com novo baixista e encontra-se finalizando as músicas do próximo álbum, que tem previsão de lançamento para meados de 2017. Conversamos com a galera da Critical Fear. Confiram esse papo \,,/

OPDM - Como foi para vocês a mudança de integrantes ao longo da carreira da banda? O que isso interferiu no desenvolvimento da mesma?
Antonio Perci Moraes -  Esse foi até hoje um dos grandes problemas da banda, desde a fundação, passamos por diversas mudanças, e é sempre muito difícil recomeçar, mas quando se acredita em algo, você não desiste , a mudança de membros atrasou o processo de lançamento de novos materiais e sem falar na dificuldade em traçar planos maiores para o grupo

OPDM - O primeiro registro de vocês foi a PROMO-2009. Como foi a aceitação do público na época que vocês lançaram ?
Antonio Perci Moraes - O pessoal curtiu, a gravação foi bem simplona, kkk, afinal de contas era uma demo, mas mesmo assim o pessoal achou legal. Alguns brothers que encontro nos roles, que lembram da demo falam, hey ainda tenho aquela desgraça que vocês gravaram kkk, está guardada na coleção

OPDM - Houve um hiato nas gravações de “Conflicts”, vocês iniciaram em 2010 porém, só lançaram em 2011. Isso se deve a saída do ex-baixista Vinicius Toledo, ou foi por opção da banda?
Antonio Perci Moraes - Justamente, e por falta de condições financeiras e tempo para finalizar o disco, eram tempos difíceis, trabalhando, fazendo faculdade, filho pequeno, família para sustentar e tudo isso complicava, na época estávamos somente eu e Ramon Sena, e em dois era complicado terminar tudo, foi ai que entrou o camarada Cícero Hernandes somando terminamos o disco.

OPDM - A banda teve muitos altos e baixos, mas essa história do raio ter queimado o computador , que estava todo material masterizado da banda, foi uma situação bizarra. Conte-nos um pouco dessa péssima experiência que tiveram.
Antonio Perci Moraes - Foi no ano de 2013, estávamos com uma outra formação, ensaiando regularmente, fazendo alguns shows, inclusive abrimos para o Master e para o MX na época. Decidimos gravar um novo material, gravamos com a melhor qualidade possível, emprestamos os microfones de um camarada, o nosso baixista da época era meu grande amigo Celsão Fernandes, fez todo trampo de gravação, em seu home estúdio,  foi bem DIY, faça você mesmo e ficou bem massa, ai depois de tudo pronto, masterizado ,eu liguei para o Celso e pedi uma cópia para ouvir em casa, ele disse tranquilo man, jaja está na mão, foi que naquela noite a caiu maior tempestade e deu um raio e boa parte da hd foi danificada, só temos algumas coisas, pois antes de tudo finalizado Celsão nos havia passado. E depois disso bateu o maior desânimo e resolvemos dar um tempo.

OPDM - Entretanto, em 2016 vocês recebem a proposta pra lançarem um material pela Marquee Records. Falem sobre esse lançamento, como foram as gravações, o processo de composição e pra quando podemos esperar o lançamento oficial?
Antonio Perci Moraes – Então, eu estava em casa havia acabo de chegar do trabalho, e recebi em meu celular uma ligação do Rio de Janeiro, falei, caramba, quem será? E era o Armando, proprietário da Marquee Records, perguntando se o nosso disco, Conflicts já sido lançado de maneira oficial, prensada, e com todo o cuidado que necessário, eu disse que não, que nós mesmos fazíamos as cópias, montava e passávamos para frente. Ele nos ofereceu a chance de ter nosso primeiro play, em versão digipack, e remasterizado, na hora não acreditei no que estava ouvindo, para mim era um sonho sendo realizado, ter o disco que trabalhei com tanto amor e dedicação para criar sendo lançado por um gravadora de grande reconhecimento, era algo sensacional. Decidimos incluir como bônus track as poucas faixas que sobraram do disco perdido, e a nossa demo de 2009. Esse ano 2017, iremos com certeza lançar um novo play cheio de novas músicas e espero que o pessoal curta.

OPDM - E como foi a volta do baterista Sena? Quais as expectativas da banda pra essa nova fase que se inicia?
Fernando Freak - no meu modo de ver foi de extrema importância, o Sena é o baterista original da banda, ajudou a criar e voltou de onde nunca deveria ter saído.
Antonio Perci Moraes – Sena sempre foi um músico muito dedicado, se estamos aqui hoje, dando essa entrevista é graças ao esforço conjunto que tivemos nos anos iniciais da banda, ter ele de volta após 5 anos longe da banda é algo realmente animador, já até me acostumei novamente a não ouvir direito as guitarras no ensaio kkkk já que ele tem a mão muito pesada kkkk

OPDM - A Critical Fear lançou o vídeo clipe “Lies”, e vocês já atingiram a marca de mais de 35.000 visualizações, uma marca muito considerável. A banda sempre apostou que fossem chegar nesse marco, ou vocês acreditam que nos tempos atuais a internet auxilia muito na divulgação?
Fernando Freak - Quando lançamos o clipe não esperávamos essa quantidade de views, divulgamos bem via redes sociais, mas mesmo assim não achávamos que teria essa marca, se tratando de uma banda brasileira, pouco conhecida, essa marca é uma vitória, sobre divulgação na internet eu acho extremamente importante , visto que muitas pessoas hoje tem acesso, tornando extremamente rápida a divulgação do trabalho, mas não significa que é fácil, divulgamos nosso trabalho diariamente nas redes sociais e é um verdadeiro trabalho de formiga, de grão em grão.

OPDM - E pra fechar,gostaria de agradecer imensamente pela entrevista que deram ao blog Death Mask, e gostaria que nos falassem qual a expectativa da banda para 2017? O que público pode esperar de vocês esse ano?
Fernando Freak – Antes de mais nada, gostaria de agradecer imensamente pela oportunidade dessa entrevista, e parabenizar o blog Death Mask pelo trabalho que vem sendo feito.  Sobre os expectativas, buscaremos estabilizar essa nova formação, entraremos em estúdio ainda esse ano para concluir o novo álbum, e estamos pensando em realizar uma tour por algumas cidades do Brasil e talvez no exterior.

Confiram aqui o clipe de "Lies"

Para conhecerem melhor o trabalho da Critical Fear, acessem:



Esta matéria foi realizada pela colaboradora Bia Coutinho.

Bia Coutinho é uma desenhista, tatuadora e body piercing, de Duque de Caxias RJ. Vocalista da banda Mysttica e atual baixista da banda de thrash metal, Machine of War, Bia Coutinho é frequentadora da cena Metal Carioca desde a sua adolescência.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Eu, o heavy metal, as bandas e as amizades...

Sempre tive bom relacionamento com bandas de metal nacional, trabalhando na divulgação delas seja através dos fanzines que eu editava (Headbanger Force Fan Club e o Rock'n'Roll Hell Fanzine. Este último fui inclusive apunhalado pelas costas por um ex-colaborador, que registrou o nome e fui impedido de dar sequência). Busquei divulgar bandas através de eventos em que os shows tinham aceitação sempre e ainda divulguei em algumas rádios FM ao qual tive acesso a horários na programação. Amizades solidificaram ao longo do tempo. Vi muitos evoluírem em seus trabalhos, tenho admiração não apenas pelo som das bandas, mas a seriedade com que a maioria imprime em suas bandas. Posso aformar que a qualidade do metal nacional é infinitamente grande e sabem driblar a dificuldade que existe nesse meio, ainda que seja uma carga pesada, competindo com a correria da vida diária. Ver jovens adolescentes que atravessaram o tempo e ainda hoje permanecem a frente de um grande trabalho, ver as histórias que todos podem se orgulhar e também rir muito, pois o metal traz muito além de bandas e músicos. 

No meio há panelinhas, há inveja e guerrinhas, mas infinitamente maior, há trabalho, amizades sólidas, parcerias e qualidade. Desde a fase difícil de se conseguir acesso ao material que as bandas lançavam, comprar equipamentos e falta de estúdios, de espaços para eventos, de divulgação mais abrangente, hoje se tem essas condições com uma facilidade maior, mas o público já não é tão farto no momento de marcar presença nos eventos nacionais. Elaborando essa matéria, me vem a mente citar alguns exemplos e isso pode parecer injusto por algum momento, deixar nomes de fora, mas serão exemplos e não somente o que admiro. Citaria quase todas as bandas pra ser justo, mas a infinidade de merecedores é muito maior. Metal nacional inicialmente era garagem, quintal de amigos, cada canto não imaginável, mas ali eram os ensaios, os "shows". A maravilhosa fase das correspondências,  as fita demo, a cópia para se distribuir aos interessados as novidades. Era muita ansiedade e magia. O visual banger então era algo muito natural, a rebeldia da época, o diferenciamento. Nunca uma regra! Cada revista especializada, fanzines, programas de rádio divulgando metal, tudo era muito valorizado, esperado com grande ansiedade. Bandas como Azul Limão, Mutilator, Viper, Stress, Overdose, Korzus, Sadom, Panic, Explicit Hate, P.U.S, MX, A Chave do Sol, Taffo, Virus, Taurus, Metralion, Sarcófago, Harppia, Volkana, Centúrias, Witchhammer, Metalmorphose, Chakal, Anthares, Vulcano, Dorsal Atlântica da fase inicial do metal no Brasil, deixaram um legado muito valioso, muita história a ser lembrada e repassada aos novatos na cena. É necessário sempre respeitar as raízes, quem veio abrindo o caminho. 

Locais históricos para metal como o saudoso Caverna, o Maracanãzinho, em Volta Redonda por exemplo, o extinto Imperaço... Se não me engano, o 1º show que organizei foi em 1990, na Boate Porão, em Volta Redonda/RJ. Lembrado por muitos até hoje, o evento contou com o Smashing Noisy de Barra do Piraí/RJ, Taurus, X-Rated e Sadom (ambos do RJ e já extintos). Inúmeras vezes eu e alguns amigos dormíamos na Rodoviária Novo Rio, por estar vendo show do RJ e não chegar a tempo do último ônibus para Volta Redonda. Mas era a paixão que nos fazia superar dificuldades e encarar a estrada com seus perrengues, porque aquele amor aos shows faziam valer a pena. A antiga bobagem preconceituosa que havia contra as mulheres no metal era outra coisa discutida, além do radicalismo. Mas, hoje elas estão aí na cena, nos palcos demonstrando com muita qualidade o seu trabalho. Bandas com todas integrantes mulheres ou em algum lugar na formação, elas são organizadas, levam a sério e possuem qualidade, garra e determinação. Alguns exemplos são: Vocífera, Scatha, Indiscipline, The Knickers, Autopse, Melyra, Aborn, Constantine, Evil Inside, Nostoi, Tevadom, Vetitum,... Certamente os homens também estão bem representados. Há músicos incríveis não apenas no palco, mas na forma como conduzem seus trabalhos, ou como seres humanos. Tem banda trabalhando violentamente e desejo que estejam colhendo os frutos. Há bandas prejudicadas pela mudança na formação, na estagnação, na falta de cuidados com o direcionamento e pelo tempo que as vezes param sem novidades. No geral, o metal nacional sobreviveria facilmente se não fosse a falta de recursos e apoio, pois qualidade não falta mesmo. 

Pelo menos dois nesse meio, comecei a divulgar seus trabalhos quando eles tinham ainda por volta dos 13 anos e hoje são dois nomes respeitadíssimos inclusive lá fora: André Matos e Gus Monsanto. Ambos souberam trilhar seu caminho com determinação e colheram os frutos. Musicalmente, gosto de ver em ação pessoas como Fernanda Braga Borges (vocal, Evil Inside), Cynthia Tsai e Cintia Ventania (bateria e baixo, Scatha), Angélica Bastos (vocal, Hatefulmurder), Nienna Ni (vocal, Nostoi), Marcelo Coutinho Pena e Fabio Absolem (vocal e baixo, Absolem), todos do Unmasked Brains, Roberta Tesch e Flora Leal (vocal/guitarra e baixo, Tevadom), Todas da Melyra, Todos do Spiritual Void, Maria Fernanda Cals e Alice D'Moura (guitarra e vocal/baixo, Indiscipline), Luiz Syren (vocal, Syren), sendo estes por eu ter acompanhado mais vezes, mais questão pessoal. Em vídeo, certamente muitos outros nomes estão por serem citados. Tantas pessoas carrego pelo tempo a amizade, seja de banda ou antigas correspondências. Amigos como: Myriam Merino, Uilson Calixto, Hugo Guaraná, Gerson Monteiro e Tuca Marques (ambos da Banda Amákina). Tenho admiração e respeito de bandas como: Quaterna Requiem, Dark Tower, Lacerated And Carbonized, Tuatha de Dannan, Malefactor, Egocentric Molecules, Losna, As Dramatic Homage, Absolem, RATTLE, Banda 80 Rock, Eternyx, Hatefulmurder, Hellmotz, Pagan Throne, Brave, Intrépida, The Black Bullets, Tellus Terror, Silent Cry, Tormentor Bestial, Les Memoires Fall, Panzer, Warcursed e tantas outras. É, vai haver nomes faltando aqui, mas nunca menos importantes do que os citados. O mundo do metal nacional é imenso, é feito de guerreiros que alimentam uma paixão sem tamanho pela música, pelo seu instrumento, pelos seus LP's, CD's, demo tapes, recortes guardados, lembranças que não ficarão para trás. O metal nacional sempre se renova!! 

E não deixaria faltar nesse relato, menção a música da doce amiga Julia Crystal, que nos brinda com seu trabalho doce, bem elaborado e de uma qualidade sem tamanho. Você que tem sua banda, ou você ouvinte de heavy metal, sabe que é muito mais que um estilo musical, mas é algo como uma filosofia de vida. Ao contrário do que o "mundo normal" imagina, heavy metal tem uma cultura sem tamanho. O que se pode aprender nas letras, em cada capa refletindo um pensamento, tudo envolve muita pesquisa, estudo e o estilo demonstra seguir pelo tempo eterno, não uma modinha passageira como tanto constatamos na mídia anos após  anos. Quanta conscientização percebe-se nos trabalhos desenvolvidos pelas bandas dia a dia. Mas cabe lembrar que poderiam as bandas estar mais confortáveis se houvesse mais o apoio real. A simples divulgação do trabalho já é algo muito importante. Levar ao conhecimento de novos seguidores, investir no merchandising das bandas, comparecer aos eventos um pouco mais, fazer parcerias,...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

"Quando você decidiu cantar ou tocar um instrumento, devia ter muitos sonhos. O que aconteceu desde essa época até os dias atuais?"

Cíntia Ventania - Scatha - Quando comecei a tocar guitarra, com uns 13/14 anos não tinha muita pretensão de nada... Tinha dificuldades e ninguém que pudesse me dar o caminho das pedras. Tive professor de guitarra, mas ele nunca chegou na parte de power acorde, então ficava só nos acordes tradicionais. Mais tarde fui aprendendo mais técnicas com amigos. Como nunca tive ninguém pra tocar junto até meus 17/18 anos, fiquei um bom tempo sem estudar nada de música. (Somente apreciar). Quando comecei a tocar baixo, comecei por um convite de uma banda feminina que precisava de baixista. e aí comecei a estudar e praticar baixo... Comprei um baixo usado - que parecia um arco e flecha de tão empenado e comecei a tirar as músicas para a banda que nunca foi à frente. Tocava hora ou outra na banda de amigos para suprir faltas. Aos 19 conheci a guitarrista da Scatha (Julia Pombo) - Que na época tinha 13 anos e finalmente começamos algo que deu frutos. Atualmente não vejo minha vida sem a música, e mesmo que eu esteja longe dos palcos, tocar e compor é algo que é quase uma necessidade fisiológica pra mim. Por mais que eu saiba o quanto de sacrifício envolvem as artes em geral, ainda acredito que valha todo esforço.

Gerson Monteiro - Banda Amákina - Continuamos sonhando... Pois sem sonho, acaba tudo!!! No começo é tudo aventura, coragem, fantasia e muita, mas muita persistência. Depois, você esbarra com algumas realidades e você entende que pro seu sonho se realizar, só  se você continuar sonhando. Para isso, haja persistência.


Vivi Alves - deCifra me / Machine Of War -Quando eu decidi cantar, era jovem demais para ter grandes pretensões. Em uma família que ama a música, mas que jamais a levaria como profissão, era difícil imaginar qualquer coisa que fosse profissional. Os anos foram se passando e só após me casar, decidi aprender a tocar um instrumento. Pegava os materiais das aulas de violão clássico que meu marido fazia e, quando tinha um tempo livre, aproveitava para estudar. Percebi que tinha coordenação e ritmo além de um bom ouvido, o que me encorajou a aprender contrabaixo, também sozinha. 

Pesquisamos juntos e aprendemos juntos. Nessa época, a deCifra me já havia "nascido". Ele (Meu marido) me deu um violino. Me vi na obrigação de estudar um pouco mais. Procurei aulas particulares e logo já estava tocando violino na banda. Dividia meu fim de semana entre ensaios de uma banda onde eu canto e toco violino e outra, onde cantava e tocava baixo. A música vicia e parece que a gente quer sempre mais. Logo eu estava tocando teclado em outra banda (Mysttica). Hoje em dia, embora essa loucura toda de tocar em várias bandas ao mesmo tempo tenha passado, ainda faz falta esse envolvimento mais intenso com os palcos, tanto que vez ou outra, faço um freelancer com alguma banda ou projeto. Atualmente, estou na deCifra me como vocal e violino e na Machine Of War como baterista.







Steven Neal Reditt - Comecei a tocar ukulele no Hawaii aos 4 anos de idade. Flauta doce na sequencia ... comecei a ter aulas de teoria musical no colégio publico havaiano aos 6 ... Depois minha mãe me comprou meu primeiro violão aos 13, ja no Brasil ...

Minha primeira guitarra eu adquiri aos 15 numa troca por uma prancha de surf. 
Sonhos? Muitos. Alguns consegui realizar e outros ficaram na lembrança.
O que mudou? Meus cabelos ... hahaha. Eram ruivos ... agora são brancos. 
O que eu fiz com essa musica toda em minha vida? Comprei um lindo sitiozinho e construí algumas casinhas.
Também consegui uma Harley-Davidson .... que sempre foi um desses meus sonhos ...
Por fim ... consegui um montão de bons amigos pelo mundo afora ... entre eles você..

Ulisses Nathan - Blackened - Sou guitarrista da banda Blackened. Meu primeiro instrumento foi um teclado, o qual toquei por apenas um mês. Na época ficou difícil achar professor, entao fui pro violão, principalmente também por curtir desde pequeno alguns guitarristas como o Brian May. Acho que era 2010. Dois anos depois, fui pra guitarra e comecei a tirar alguns sons mais pesados e rápidos... a famosa época em que você conhece as bandas da Bay Area haha. Aí tive o primeiro sinal do que seria e hoje em dia ainda é meu sonho: Ser Músico. Com algum tempo montei uma banda na escola e fomos conhecendo uma galera através de pequenos shows aqui em Curitiba. Sai dessa banda da escola e me juntei com uns loucos, e isso viria a se tornar a banda que toco hoje. Quando vimos que dava pra fazer um som da hora e tínhamos certa facilidade, decidimos gravar nosso primeiro EP, Underground Attack. Foi uma época muito legal, de muito aprendizado e que conheci muitas pessoas legais e bons músicos. Começamos a ganhar certo reconhecimento, fazer shows e gigs e em 2015 decidimos gravar nosso primeiro Full Length, chamado Truth Behind Destruction, com riffs mais bem trabalhados mostrando certa evolução de todos da banda. A primeira parte do meu sonho já foi realizada... que era gravar um som próprio e que me agradasse. Lançamos o Truth em outubro desse ano e estamos na caminhada atrás de shows e evolução dentro e fora da banda. A luta no underground nunca é fácil, mas fazemos isso com muito amor e vontade. Espero daqui 1 ou 2 anos poder escrever um pequeno texto como esse, falando sobre um álbum novo e mais shows insanos.



Adriano Lima - Egocentric Molecules -  Cantar?? Bom, com 03 anos de idade reza a lenda na família, que minha saudosa mãe me botava no chuveiro e dizia: tome seu banho sozinho pra você já ir aprendendo! dizem q eu ficava cantando do meu jeito sempre nessas ocasiões " sentado a beira de do caminho " de Roberto & Erasmo.
Tocar??? Quando eu tinha 09 anos eu conheci o " Burn " do Deep Purple ," Master of reality" do Sabbath e "Rainbow bridge" do Jimi Hendrix . O Burn me fez ir pro rock,  o Master querer ter uma banda e o Rainbow bridge, querer ser um guitarrista.

Sonhos?? sim muitos!! eu terminei o 2° grau, já tocava ha 02 anos e pensei: e agora??? O que faço?? Fiz o pré vestibular e disse a minha mother: Vou seguir a carreira musical ?? Bom, estou aí com quase 37 anos de carreira, 51 de idade, 09 discos oficiais gravados, quase 27 como instrutor musical, um atelier musical, um histórico de lutas e o amor incondicional a minha profissão!!!



Clayson Gomes - 80 Rock - Então, sou Clayson Gomes, vocalista e baixista da banda 80 Rock, de Sabará/MG e o que mudou de quando eu decidi cantar.
Em 2003, um grupo de amigos e vizinhos resolveram montar uma banda. Até aí nada de mais, coisa bem normal por sinal. Tinha um pequeno probleminha? Quem iria cantar? Jã que ninguém possuía esse dom. Foi quando resolvi me arriscar e de lá pra cá, não parei mais. Muitas coisas.


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Resenha CD: Perc3ption - Once and For All

Heavy metal sofisticado ou Prog metal? As pessoas adoram um "rótulo", mas a verdade é a qualidade do trabalho desenvolvido pela banda paulista Perc3ption, que teve origem no ano de 2007. Progressive power metal os define bem e exalta a qualidade dos trabalhos desenvolvidos pela banda. Trabalham seriamente, traçando a estrada da banda como algo promissor, algo que valeu a pena ter feito. Pela quantidade de CDs que chegam pra Quality Music Web Radio, posso afirmar que este é mais um orgulho na cena nacional.

Produção caprichada, bem cuidada, detalhes que valorizam o trabalho e qualidade individual dos músicos envolvidos. "Once and For All" é o nome deste registro e desde sua capa, qualidade gráfica, som com tudo muito bem definido, composições bem elaboradas e um resultado musical que agrada e muito a quem aprecia a música levada a sério. O CD conta com melodias fantásticas, não deixando de lado peso e uma técnica que mostra evolução em relação a seu trabalho anterior. Difícil analisar o CD sem citar a emoção de ouvir mais um grandioso trabalho realizado pela cena metálica brasileira, que sabemos, luta muito até este registro chegar em nossas mãos. Se "Reason and Faith" já era um bom passo da banda, "Once and For All" vem dar ainda mais créditos a sua estrada, sua história sendo construída.

A banda tem uma sonoridade que me agrada muito! Dan Figueiredo - vocal, Rick Leite - guitarra, Glauco Barros - guitarra, Wellington Consoli - baixo e também Peferson Mendes - bateria, foram os envolvidos neste registro. São músicos que demonstram habilidade, parecem bem entrosados e sabem o caminho que desejam para a banda trilhar. A capa e o encarte são de muito bom gosto, muito bem escolhidos. Um belo trabalho que valoriza toda a obra. Produção realmente bem cuidada, tudo soando de forma muito bem distribuída.



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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Especial com a banda Ódio ao Extremo





O CD "Animal" é resultado de boas influências e com uma construção de músicas diretas, amparados por uma produção de qualidade e um trabalho bem construído por parte da banda, que é de Minas Gerais.

sábado, 30 de julho de 2016

Resenha EP: As Dramatic Homage - Enlighten

Existem dois tipos de músicos: Os que tocam as notas de forma precisa e mecânica e os que vivem a essência da música, ousando e inovando sempre, não se preocupando com "a fórmula". A ousadia musical, a arte e a execução em que não se segue algo já esperado, comum, é o que nos encanta. Você poder a cada trabalho se surpreender com a inclusão de novos elementos, com diferenciação na elaboração e um resultado fantástico, inesperado, mas totalmente de qualidade e bom gosto. Algumas bandas seguem uma fórmula desgastada, enquanto outras vão além da imaginação, onde podem misturar estilo, genialidade e inovação. Diversas bandas já nos surpreenderam ao longo dos anos. Podem perder seguidores, mas certamente adquirem muitos novos outros seguidores e tem a consciência tranquila com o seu trabalho, a sua realização musical. Bandas como o excelente Coroner, Paradise Lost, Voivod são alguns exemplos de mudança de rumo e souberam transpor muito bem essa "passagem de fase". Isso é um pouco do que posso explicar para iniciar a resenha de um trabalho que tem muito do que citei acima. A banda carioca As Dramatic Homage nos apresenta seu novo registro, o EP "Enlighten", sucedendo o maravilhoso trabalho anterior, o CD "Crown". 

Ao deixar o EP rolar no player, esteja preparado para muita diversidade e qualidade, num surpreendente registro de músicas viajantes, aliadas a intensidade sonora de um trabalho brutal, com peso e agressividade. entender essa obra é algo que vai buscar sua audição de mente aberta. Você vai escutar, escutar novamente e a cada vai se adorando mais essa grande obra musical. É surpreendente a atmosfera, a amplitude musical, visto que apesar da qualidade musical da cena, parece que a inspiração de muitos se foi, tanto que não se gera mais facilmente clássicos como antes. Bem, o As Dramatic Homage ao longo do que acompanhei, sempre esteve envolvido com seriedade e a postura de não fazer por fazer. Até porque, se não tiver disposição, se manter na cena com as dificuldades atuais (tempo, correria, custos, apoio desproporcional,...) não valeria a pena se não fosse pelo amor e musicalidade contida em cada músico que batalha seriamente sua realização. Alexandre Pontes (vocal e guitarra), Alexandre Carreiro (guitarra), Fabiano Medeiros (baixo), Leonardo Silva - (teclado) e Vinícius Rodrigues (bateria) trabalharam duramente para concretizar esse EP, que sinceramente, é um presente valioso para quem realmente sabe valorizar a qualidade de um trabalho. 


“Full moon madness”,  da banda Moonspell, é uma das músicas deste EP. Música essa, ao qual a banda fez para um tributo lançado ao Moonspell. Também estão em "Enlighten" : "Advert", "Astral infernal", "Praxis", "Enlighten". difícil descrever a sensação ao ouvir cada nova surpresa, cada passagem viajante, cada pancada na orelha aqui contidas. Individualmente demonstram qualidade e precisão. Alexandre Pontes é amigo há algum tempo e conheço sua seriedade e dedicação ao seu trabalho musical. eu não esperaria algo que não tivesse qualidade, mas no geral, a banda foi muito além e me deixou com a sensação que continuo no meio musical que tanto apoio não é atoa. Tente captar cada mudança no andamento das músicas, sinta a viagem sonoro que a banda alí impôs. Bata cabeça com a firmeza e peso que estão sempre presentes. Entenda o quando esse EP vai além da nossa capacidade de apenas ouvir mais umas músicas e sinta a essência da obra ali trabalhada. Queria eu ser mais técnico para poder reverenciar de forma correta como a banda merece. Mas enfim, ouça, conheça e tente entender o valor desse maravilhoso EP "Enlighten". Parabéns As Dramatic Homage!! Vocês realizaram algo que positivamente, fica para sempre... 


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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Resenha EP: Basttardos - O último expresso

Rio de Janeiro, ano de 2010. Assim surgiu a banda Basttardos. Confesso que tive curiosidade em ouvir o trabalho da banda, devido as informações que tive. A expectativa se formou, mas logo foi resolvida essa questão. De posse dos trabalhos deles, pude finalmente conhecer esse trabalho de descrevia uma proposta diferente. Ao iniciar a audição, o clima já era bom e foi se conformando a medida que o EP "O último expresso" rolava. Com uma qualidade ali demonstrada, fui buscando mais sobre a banda e percebi boa aceitação na cena. A simplicidade e qualidade das músicas, deram liberdade a banda de criar uma atmosfera empolgante, que certamente deixa sua marca. Alex Campos (guitarra/ vocal), Bernardo Martins (bateria) e Terceiro Elemento (baixo) são os responsáveis pelo trabalho e é notório que cada um desempenha muito bem sua função. 

A banda tem uma sonoridade que chama a atenção e nos remete a imaginar como seriam ao vivo. Certamente deve ser muita cerveja e agito! Uma essência de metal simples, com atrativos num conjunto geral do EP. A capa também traz bom gosto e a banda destila passagens muito bem elaboradas, unindo melodia, peso e técnica. Tente captar individualmente cada instrumento e sentir a energia ali depositada. A banda parece ter muita influência também do cinema, com passagens de um bom filme "velho oeste". souberam captar muito bem esse elemento no trabalho que desenvolvem. Grandes rifffs, bateria com peso, baixo trabalhando com precisão, vocal muito bem aplicado e uma guitarra na medida exata. Variações que te prendem do início ao fim. As músicas aqui registradas são: "Basttardos", "Licor de cereja", "Despertar do parto", "Exilados", e também "Terceiro 'elemento".

Criatividade e energia não lhes faltaram. Concluída a fase de conhecer o trabalho da banda, agora é mantê-los sempre presente em minha playlist. Um grande trabalho!! Muita estrada ainda terão pela frente e certamente, será promissora essa história.

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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Resenha CD: Ódio ao Extremo - Animal

Ao iniciar a audição deste CD, me veio a mente uma fase mais antiga, onde o Crossover teve sua época de destaque com grandes trabalhos. E nesse registro, a banda Ódio ao Extremo veio acender essa boa lembrança, podendo se dizer que o CD  "Animal" é resultado de boas influências e com uma construção de músicas diretas, amparados por uma produção de qualidade e um trabalho bem construído por parte da banda, que é de Minas Gerais e contou nessa gravação com a execução de: João Mario (vocal), Samuel (guitarra), Stenio (baixo) e Hauny (bateria). Capricharam na produção do som e também na parte gráfica, dando ao resultado final, uma obra de bom conceito, bom gosto e que merece mais espaço na cena. Pancada na orelha que vai agradar ao público fã da música mais pesada. Suas letras trazem temas mais políticos e bem conscientes. Você estará sujeito a ouvir passagens thrash, hardcore e todo aquele crossover que une muito bem as boas influências que a banda tem. É bruto, é direto! Tente captar individualmente a qualidade de cada músico, o que pode dar confiança para que cada um tenha confiança e qualidade ao detonar sua parte, resultando assim numa banda entrosada e músicas coerentes e bem trabalhadas. Além do som atrativo, a capa também é outro ponto a se destacar. Muito bonita, bem escolhida. "Animal" conta com os petardos: "Kaos", "Atentado terrorista", "Animal", "Descartável", "H' Odeio", "Palhaçada generalizada", Merda", "Na real", "Inverno nuclear", "Futuro do Brasil", "Não!", "Palestina" e também, "Noia". A banda foi formada em 2012, em Lavras e segundo sua própria definição: É uma banda mineira de Hardcore, letras politizadas e realistas no contexto social e histórico com grandes influências de Thrash/Grind/Punk de 80/90. Somente posso concordar, definiram muito bem a julgar pelo som aqui registrado. Parabéns pelo CD e que a estrada da banda tenha longo alcance.

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sábado, 9 de julho de 2016

Resenha CD: Blackning - Alienation

Por muitas vezes me questiono: "Quem sou eu para fazer uma resenha de trabalhos de tamanha qualidade?" Não sou técnico, mas também creio que quem lê quer mais é somente ter uma informação do que pode encontrar e assim, vou tentando dar a impressão do que captei. Temo não conseguir passar tudo de valioso que alguns músicos se empenharam em criar com tanto esforço e dedicação. E com a banda BLACKNING, thrash metal direto de Santo André/SP, mais um grande trabalho deles chega em minhas mãos e é um CD que sem sombra de dúvida você deve correr atrás do registro para uma audição ao qual no final, você irá desejar por mais e mais da banda. após o grandioso "Order of chaos", aqui está o "Alienation". Certamente vai figurar entre os grandes lançamentos do ano. 

Cleber Orsioli (Guitarra, Vocal) Francisco Stanich (Baixo) e  Elvis Santos (Bateria) trabalham pesado e conseguiram registrar um trabalho de excelente nível, dando um passo importante para consolidação de sua história, onde os fará obter mais espaço, aceitação e admiração por parte de quem curte muito peso, riffs que ficam na memória, velocidade imprimida sem nada faltar ou sobrar. A banda não deixa espaço para você deixar de bater cabeça, mandando furiosamente um thrash metal que nos remete também ao "velho thrash" que tanto curtimos. "Alienation" traz uma banda intensa, direta, com músicas construídas na medida exata do que se aproxima a quem curte pancada na orelha. Cada integrante carrega uma bagagem na cena que os permite trabalhar com firmeza e segurança que um proporciona ao outro. Assim a banda cresce, o trabalho flui naturalmente e os resultados são os melhores. A qualidade da produção e do material gráfico não pode deixar de ser observada. 

Tremendo bom gosto e qualidade. É o Metal nacional mais uma vez sendo honrado e acrescentando a sua história a lembrança de que não devemos nada "lá fora". Os petardos são: "Street justice", "Thru the eyes", "Mechanical minds", "Dark days", "Weapons of intolerance", "Dyed in blood", Devil’s child", "The rotten institution", "Two-faced liar" e também, "Corporation". Curta esse CD com muita atenção, repita algumas audições e terá a oportunidade de perceber facilmente cada passagem fantástica que a banda distribuiu por todo esse registro. Parabéns Blackning, mais uma vez, foi com honra que criaram um CD.

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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Resenha CD: Fatal Scream - From silence to chaos

Gratificante surpresa ao colocar para audição este trabalho. A cena nacional sempre trazendo trabalhos elaborados com muita qualidade e criatividade. Produção caprichada, tudo se ajeitou em seu devido lugar, sem excessos ou falta. assim é uma primeira impressão do CD "From silence to chaos", da banda FATAL SCREAM, de Ribeirão Preto. Seu estilo? Tente definir você mesmo, pois o trabalho quando é muito bom, rotular é injusto. Tente perceber o quanto há em peso e momentos muito bem trabalhados. Acho que a elaboração das músicas foram muito bem dosadas, construídas com seriedade e qualidade. 

Há variações nos andamentos que chamam a atenção de forma muito positiva. Me interessaria muito conferir a banda ao vivo e poder sentir toda essa energia. Vão trilhar uma estrada promissora dentro de seus objetivos e desejo que muitos novos bangers tenham acesso a este trabalho. As bandas tem trabalhado bem também em sua parte gráfica e este CD é mais um que tem uma capa belíssima, encarte de muito bom gosto e informações necessárias. Estarei de olho em cada novidade que vierem a lançar, pois certamente é uma banda para um playlist constante. As músicas aqui registradas são: "From silence to chaos", "Killer wolf", "Trapped", Before the judgement", "Betrayer (Shake)", "Mental prision", "Utopia", "Last breath", "Machine head". E aconselho a uma audição com a mente aberta e assim captará preciosidades a cada nova audição. 



Os responsáveis pelo trabalho: Carol (vocal), Diego (guitarra), José Roberto (guitarra), Rodrigo (baixo) e Carlos (bateria), ao qual parabenizo-os pela qualidade do trabalho e lhes desejo que a cena seja justa. que venham novos trabalhos... Pancada na orelha!!!

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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Entrevista: Lacerated And Carbonized


A banda carioca Lacerated And Carbonized traz em seu trabalho um death metal realizado na maneira mais digna possível. Trabalhando sério por um longo tempo, eles agora merecidamente fizeram uma nova turnê fora de terras brasileiras. "Condition Red" foi a nova turnê da banda pela Europa e veio para consolidar o trabalho deles com muita consistência e reconhecimento. A Quality Music Web Radio vai dar o espaço para conhecermos um pouco mais dessa trajetória e planos da banda. 

1- Inicialmente parabenizo a banda por mais esse feito que estão realizando. E peço que nos contem, como se deu a possibilidade inicialmente para que a banda pudesse ampliar seu horizonte de apresentações pelo exterior?
Jonathan Cruz - Quando você trabalha duro e acredita no seu potencial, não tem nada que possa te parar. Nós ralamos muito para agendar a nossa primeira turnê e desde então sempre conseguimos somar contatos e fechar novas parcerias, fazendo com que a turnê seguinte aconteça de forma mais fácil e seja mais consistente. A "Condition Red" foi ótima e estamos ansiosos para cair na estrada novamente! 

2- Que tipo de reações receberam do público lá fora, em relação ao trabalho que o Lacerated And Carbonized realiza?
Jonathan - Creio que as pessoas que já conhecem o LAC nos esperam com bastante entusiasmo porque sabem que trabalhamos com seriedade e que sempre daremos o nosso melhor ao vivo. As reações são sempre as melhores e creio que essa troca seja a essência para continuarmos 100% com total dedicação à banda. 

3- Sabemos das correrias que uma banda tem para apresentações no Brasil. Em relação a essa turnê, o que guardam de histórias boas e também ruins? 

Jonathan - Creio que momentos bons e ruins sempre estarão presentes em qualquer situação. Saber administrar isso é uma importante ferramenta e faz parte de um processo natural em que adquirimos aprendizado e experiência. Mas felizmente sabemos aproveitar cada situação, encará-la da melhor maneira e transformar os conhecimentos que adquirimos em coisas produtivas para o Lacerated And Carbonized. Um fator positivo dessa última tour foi termos conseguido ampliar novos horizontes, além de termos feito história com shows sold-out em cidades na Sibéria ao sermos a 1ª banda internacional a tocar nelas. Isso fora a oportunidade de conhecer novos lugares, fazer novas amizades, enfim, mostrar quem somos nós. Acredito que, trabalhando com honestidade e paixão, as coisas vão acontecendo de forma gradativa e real. 

4- O trabalho da banda parece ter engrenagens que trabalham em sintonia e perfeito funcionamento. Como elaboram o material de vocês? A aceitação e reconhecimento, creio eu, deve ser grande.
Jonathan - Primeiramente, a gente tenta enxergar formas ou mecanismos diferentes que possam gerar novidades, que tenham um papel de criar expectativas aos nossos fans e produzir interesse para aqueles que mal conhecem o LAC. Temos por características próprias buscar elementos simples, mas que soem claros e de fácil entendimento ao público, pois planejamento e foco são essenciais para que tudo funcione como proposto. Imagino que este seja um caminho concreto para se alcançar objetivos. 

5- O que há de planos para vocês em relação ao futuro do Lacerated And Carbonized?
Jonathan - Lançaremos em breve o nosso novo álbum, "NARCOHELL", e já estamos planejando as nossas próximas turnês: queremos fazer uma grande tour pelo Brasil no início de 2017, começando pelo o Nordeste, além de retornarmos em outras turnês pela América do Sul e Europa na sequência.
Acredito que "NARCOHELL" seja o nosso melhor material e com nossa melhor performance até então, além de contar com as grandes participações de Marcus D`Angelo (Claustrofobia) e Mike Hrubovcak (Monstrosity).

6- Como a banda avalia a atual cena metálica nacional? Apesar de todas as dificuldades como espaço para bons eventos e apoio real do público, acham ainda que é mágico o underground?
Jonathan - Enxergo a cena brasileira como gigante mas ao mesmo tempo pequena, pois vejo o público se dividindo, brigando e boicotando certos eventos porque tem banda de heavy metal junto com outra de black metal, ou alguma de hardcore tocando com outra de Death Metal, etc. Acredito que esse pensamento "pequeno" tenda a enfraquecer o cenário Metal do nosso país e cada vez mais diluí-lo. 

7- Sempre levo uma questão as bandas, que é saber como conciliam a correria da vida diária com o fato de se dedicar uma banda? (Um trabalho sério na música exige tempo e dinheiro).

Jonathan - Infelizmente vivemos em um país de terceiro mundo onde as coisas são 3 vezes mais caras e mais difíceis. Equipamentos e instrumentos são caros, a logística é ruim, não há gravadoras expressivas, as bandas não têm suporte algum e esse cenário faz com que as coisas acabem indo meio que no "vamo que vamo". Tudo é questão de objetivos e o que se está disposto a fazer, acreditar e encarar. O músico brasileiro em geral, se não tiver um segundo emprego (fonte de renda fixa) ele tá ferrado. Por outro lado, estar em um emprego comum não te dá disponibilidade de viajar 2, 4 ou 6 meses em turnês por ano. Isso acaba sendo um empecilho e tornando mais difícil de realizar o sonho de viver da música, porém não impossível, já que essas circunstâncias poderão te levar a perder oportunidades que aparecem somente uma vez. 
Portanto, quem se dispõe a ter banda deve ter em mente exatamente como quer encarar a carreira: você pode fazer disso apenas o seu lazer. Caso contrário (e se você não vier de uma família rica), tem que se organizar para possuir um negócio próprio que te dará disponibilidade para estar 24 horas com o foco na banda.

8- Que bandas pode citar como influências e que bandas brasileiras pode citar como grande destaque?
Jonathan - Cito aqui algumas bandas que admiro, que são influências e estão sempre na estrada fazendo muito em nome do metal brasileiro, muitas vezes tendo que engolir besteiras de pessoas recalcadas e invejosas: Claustrofobia, Nervosa, Affront, Torture Saqud, Confronto, Project 46, Eminence, Hibria, Krisiun e Nervochaos.  

9- A Quality Music sempre teve intenção em incluí-los num dos eventos que já realizou (faltou oportunidade). Como encaram a estrutura dos eventos no Brasil?
Jonathan - A estrutura vem melhorando. O que falta no Brasil é a profissionalização do underground. Seria ótimo se pudéssemos pegar uma van com motorista e backline para cair na estrada no Brasil, tocando todos os dias da semana por 1 ou 2 meses seguidos, como acontece em outras partes do mundo. 

10- A "Condition Red Tour 2016" passou por 12 países em 38 shows. Uma conquista valiosa para a banda e também para o metal brasileiro. A partir daí, o que vem pela frente? Algo de concreto que possam adiantar para um novo trabalho?
Jonathan - Como eu disse antes, nosso foco agora é lançar nosso novo álbum, "NARCOHELL", e em seguida cair na estrada para divulgá-lo. Acredito que passaremos o ano de 2017 todo na estrada e só depois vamos parar para pensar em um novo disco.

11- O espaço está aberto para a mensagem final aos que nos acompanham. Agradeço a parceria com o Lacerated And Carbonized e parabenizo a banda por trabalhar seriamente pela música pesada.
Jonathan - Agradeço ao Vanderley e a Quality Music Web Radio mais pela oportunidade! Continuem apoiando o metal e acompanhem os canais do LAC! 

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sábado, 11 de junho de 2016

Resenha CD: Metalizer - Your nightmare

Thrash metal com agressividade, rápido e sim, influências de metal tradicional. É a impressão sobre o trabalho da banda paulista Metalizer, mais precisamente de Nova Odessa/SP. Nesse CD " Your nightmare", a banda captou muito bem uma sonoridade intensa, bruta e direta. Tendo em sua formação: Sandro (vocal), Douglas (guitarra),  Nilão (baixo) e ainda,  Thiago (bateria), o Metalizer reuniiu riffs marcantes, direto e sem firulas, baixo e bateria agindo com imensa qualidade, vocal com energia imensa e uma bateria precisamente bem criada, resultando assim num conjunto bem estruturado e passando confiança um ao outro na execução. "Your nightmare" é o segundo registro da banda e certamente, foi algo que lhes garantiu novos seguidores e uma estrada promissora. Durante a audição, o Overkill foi a banda que me veio a mente como boa influência, mas há muito mais por alí e a banda desenvolve sua própria marca com qualidade. "Your nightmare" traz também material gráfico bem cuidado. Boa capa, informações, bom gosto na escolha. 

Bandas como o Metalizer muitas vezes deixam de ser admiradas devido a mania de muitos compartilharem apenas os dinossauros e não mostrarem aos outros o quanto o metal nacional tem bandas valiosas e músicos que trabalham lutando contra as dificuldades de se viver de música no Brasil. Os petardos aqui registrados são: "Weapons of metalization", "My cage", "Street dog", "A bridge across time and space", "Still alive", "Cause and effect, "Zombified generation", "Wake up", "Preacher of hate" e "Life is your nightmare". Acho meio injusto destacar uma ou ooutra música, é gosto pessoal, mas estejam atentos principalmente para "Weapons of metalization" e também a qualidade individual em "Cause and effect". Procure conferir esse trabalho e gostando, divulgue aos amigos. Muitas novas bandas ai prontas para o mercado e os ouvidos mais atentos. Bang your head!!

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segunda-feira, 6 de junho de 2016

METAL PARK – Food & Metal Festival

Página do evento: Clique AQUI 


Local: Bier Park Penedo
Endereço: Avenida das Mangueiras, 2.000 (em frente ao campo do Clube Finlandês), Penedo, Itatiaia (RJ)
Horário abertura dos porões: 17 horas
Horário início dos shows: 18 horas

>>> Estacionamento gratuito para todos <<<

Ingresso no local: R$15,00* até 18H00
*Após esse horário será cobrado R$20,00

Sobre Bier Park Penedo ↓


O Bier Park é um espaço ao ar livre, com ambiente informal e descontraído, dedicado as cervejas artesanais e a gastronomia sobre rodas e de rua. A cada semana, são apresentadas novas cervejas, e convidados diferentes preparam o cardápio gastronômico do local.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Resenha EP: The Cross - Flames through priests

Mais uma grande banda vinda de Salvador, com uma relevante importância na cena metálica nacional, o The Cross surgiu em 1993 e teve uma pausa (comum em muitas bandas nacionais) agora interrompida, com o EP “Flames through priests”, que trz 02 novas composições e traz também 03 faixas de sua demo "The fall", que teve seu lançamento em 1993. Trabalhando numa linha doom e death metal, o The Cross é bem direto, sem inventar nada que seja excessivo. O andamento das músicas é maravilhoso, muito bem construídos. Melodias que certamente agradarão bastante aos seus seguidores e os novos que irão conseguir. O peso está presente, os climas bem sombrios e qualidade na execução. Tente ouvir atentamente este trabalho em volume bem alto. Muitas influências sagradas do estilo me vieram a mente e a banda soube usar essas influências com qualidade. O doom é fascinante e se te remete a lembranças dos grandes nomes do estilo, então estão no caminho certo. Vão trilhar uma estrada muito apreciada no Brasil. 

As músicas aqui contidas são: "Sweet tragedy", "Cursed priest", "Flames of deceit", "The fall" e também "Scars of illusion". Cada integrante soube mostrar qualidade e boa execução em suas devidas partes, fazendo um resultado final muito interessante e dando assim, um importante passo com esse retrno bem sucedido. Após a primeira audição onde perceberá as influências, ouça novamente esse registro e viaje no clima registrado pelo The Cross. É um trabalho para você curtir com frequência, dividir com os amigos e apoiar a banda. Fica a expectativa por um novo registro, pois o retorno foi bem executado. a formação do The Cross conta com: Membros: Eduardo (vocal), Elly (guitarra), Felipe (guitarra), Mario (baixo) e também, Louis (bateria).

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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Resenha: "São Paulo em chamas Fest 9" - Osasco/SP 14/05/2016 - Mineiro Rock Bar

Ah... A dificuldade de encher uma van, a estrada, o tempo frio, a falta de grana, desistências... Tudo era apenas um modo de valorizar ainda mais a galera que foi prestigiar o Dark Slumber em Osasco/SP. Que viagem incrível fizemos. O open bar da van e cada um ali presente souberam interagir para um clima muito amigo e então, eis que chegamos para o "São Paulo em chamas Fest". Chegando ao Mineiro Rock Bar, o clima era bom e ali, 07 bandas se apresentariam. Houve um contra-tempo com uma das bandas, que não pode se apresentar, mas o Fest foi insano. Muitas boas surpresas aconteceram no palco. A Quality Music Web Radio  estava presente para cobertura do evento. Cobertura que seria mais completa se não fosse o open bar na van, pois confesso que acabei curtindo demais o show e não me fixando muito nos detalhes. Abrindo o evento, o Motorcrush, de Sorocaba/SP. Com seu estilo heavy/thrash já entrou com um clima pesado e colocou a galera para entender o que viria por toda a noite. A banda fez uma apresentação muito boa e foi aquecendo geral para não ver ninguém parado. A seguir veio o Shaytan, de  Mogi das Cruzes/SP. Banda recém criada e que demonstrou carisma e comunicação com os que batiam cabeça por alí. Seu estilo black metal foi levado de forma agressiva, rápida e bem executado. 

Era o momento então de subir (subir? rs) ao palco a banda Dark Slumber, de Volta Redonda/RJ. Com seu trabalho calcado no estilo dark metal, a banda inclusive nos brindou com som novo. Não por ser amigo de longa data dos malditos, mas realmente a banda desenvolve muito bem seu material e tem impressionado, angariado sempre novos admiradores do seu trabalho. Executam com qualidade e precisão suas músicas muito bem construídas e com elementos atrativos. E tudo ia seguindo muito bem. Alguns temores sobre retorno, de como estava achegada do som pra galera, mas a verdade é que todos alí estavam numa irmandade muito valiosa. Após, se não me engano, veio o Final Nightmare, de Mauá/SP, detonando um som na linha heavy com muito peso e energia. Me chamaram bem a atenção com boa presença no apertado palco. Tocaram com garra e souberam mandar um set que certamente agradou a muita gente. A postura da baixista Camila chama a atenção (no bom sentido) e seu trabalho é visto também em outras bandas. Muita dedicação por parte da banda. Gostei de vê-los em ação. Veio então o Inaftor, de Diadema/SP, com um som speed/thrash metal. Infelizmente após o evento, a banda dará um tempo nas atividades para buscarem um novo baterista e ajustarem as coisas. Mas no show, a banda veio com mais energia e colocou a galera para continuar aquecida, já que a madrugada vinha trazendo consigo o frio. Outra banda que eu aguardava a apresentação era a banda In Soulitary e realmente, foi muito bom poder conferir o set deles. Que trabalho incrível. A banda carrega também muita comunicação com o público e demonstram carisma. Uma junção que os levará longe. Eram muitas bandas, muitas para mim desconhecidas, então espero que tenham assimilado a energia e integração com que foi realizado este evento. Parabenizo aos envolvidos e que o metal nacional tenha sempre espaço e apoio. O underground tem força e pode melhorar com o seu apoio, compareça aos eventos, divulgue, prestigie as bandas de metal nacional sempre. e então, era hora de comer um dogão e pegar a estrada de volta para Volta Redonda/RJ. A van novamente foi o local de muitas risadas e é mais uma história metálica inesquecível. 

domingo, 1 de maio de 2016

Resenha CD: Hagbard - Vortex to an iron age

A banda Hagbard, de Juiz de Fora/MG, traz em seu trabalho influências do estilo Folk e Viking Metal e desde que conheci o trabalho da banda, vejo-os trabalhando com empenho, com dedicação a um trabalho sério e com muita qualidade. O material sempre traz qualidade em todos os pontos. Seja na arte gráfica, bom gosto no que escolhe e um som muito bem elaborado. Energia intensa que te prende, logo querendo mais e mais."Vortex to an iron age", é o novo registro da banda e mais uma vez, acertaram no que produziram. Merecem muita atenção, tendem a ganhar muitos novos seguidores e espaço na mídia especializada. É como se você estivesse ouvindo o CD e se imaginando numa batalha medieval. Clima perfeito! Contendo muito peso, melodia e passagens uma mais interessante que a outra, o Hagbard traz peso, melodia, batidas vigorosas, guitarras muito bem conduzidas, vocal com energia e peso e baixo dando precisão e suporte para que todos desempenhando muito bem suas partes, obtenham um resultado incrivelmente satisfatório. O vocal gutural conduz a batalha e traz consigo uma banda entrosada e certa do que deseja. Certamente esse registro agradará aos bangers. 

Tente captar separadamente a bateria e sinta o massacre. Por vezes, o vocal está bem limpo e vai dando um diferencial ao trabalho, alternando os climas e fazendo-se audível claramente. As guitarras traçam um linha que te prenderão atentamente a cada riff executado. Trabalho de imensa qualidade que a banda soube desenvolver. Destaque no gênero. Um CD de clima épico, obra para ser lembrada por muito tempo e estar constantemente na playlist. em sua formação a banda traz: Igor Rhein (vocal),  Gabriel Soares (teclado/vocal) Danilo "Marreta" (guitarra),  Rômulo Piovezana (baixo) e também, Everton Moreira (bateria). O CD conta ainda com as participações de: Vinicius Faza Paiva – Violino, Livia Kodato – Vocal feminino, Luqui di Falco – Violão, e Mauricio Fernandes – Backing vocal. A parte dos teclados também me chamou a atenção e soube dar um clima que complementou muito bem o trabalho. Não há nada sobrando ou faltando neste CD. 

Há muita técnica e coesão presente. A sonoridade da banda vai angariar muitos novos seguidores e a tendência e irem ganhando a estrada e consolidando sua história de forma muito positiva. Os registro são: "Intro", "Never call the Sage to drink in your home", "Bridge to a new era", "Iron fleet commander", "Last blazing ashes", "Death dealer", "Relic of the damned', "Inner inquisition", "Deviant heathen", "Shield wall", "Outro". E sendo que "Bridge to a new era" você já pode conferir na programação da Quality Music Web Radio. Parabéns a banda pelo grandioso trabalho!!

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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Resenha CD: Silver Mammoth - Mindlomania

Após tomar conhecimento do trabalho da banda paulista, Silver Mammoth, separei um tempo a mais para conhecer a estrada da banda e pelas referências que tive do CD "Pride price", de 2013, sabia que o CD que chegou em minhas mãos, o "Mindlomania" seria uma prazerosa audição. este é o terceiro registro deles, que detonam um hard rock, tipo anos 70, coisa bem selecionada e trabalhada. uma contagiante energia veio pelos auto-falantes, com músicas bem construídas e muita viagem sonora. Coisa que nos remete as raízes da música pesada. Cada integrante desempenhando com qualidade a parte que lhes cabia e o resultado em conjunto, foi de um resultado muito produtivo e qualitativo. Bons riffs, solos que agradam muito, baixo e bateria como devem ser nesse estilo. Nada sobrando, nada faltando, tudo na medida. O som da banda soa natural, com passagens que se alternam muito bem durante todo o percorrer do CD. 

Gostei também da capa, muito bem escolhida e atrativa. Sem contar a produção (um dos principais itens), que foi conduzida muito bem. Pode se dizer que além do hard rock, a banda também traz passagens que soam psicodélicas e lembra também as raízes do Black Sabbath, Deep Purple e outros grandes nomes. Os registros são: "Bewitched", "Mindlomania", "The time has come", "Liars", "Madman Doc", "The cave, the hole, the escape", "Sadness", "Shining star", "Wild wolf", "Shock therapy" e sua formação conta com: Marcelo Izzo Jr (guitarra), Vinnie Rabello (bateria), Chakal (baixo) e também, Marcelo Izzo (vocal). O Silver Mammoth é uma banda relativamente nova e vem mostrando consistência em seu trabalho e sendo assim, merece ser apreciada e apresentada aos amigos. 

É sempre tempo de dar espaço aos novos trabalhos, pois os dinossauros do metal se renovam (queiram ou não queiram). Espero que um novo trabalho não demore e que a banda possa alcançar um novo público que aprecie sua qualidade musical.

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Resenha EP: SuperSonic Brewer - 3rd chapter... One more binge

O Rio Grande do Sul sempre foi berço de grandes trabalhos metálicos e o SuperSonic Brewer é mais um que vem crescendo muito e pode ser conferido em seu terceiro registro, o EP  “The 3rd Chapter… One More Binge”, que mantém sua formação do seu antecessor: Vinicius Durli (vocal / baixo), Rodrigo Fiorini (guitarra), Mauricio Menegotto (guitarra) e ainda, Evandro “Piki” (bateria). A banda surgiu em 2004, em Bento Gonçalves/RS. Durante a audição, você percebe influências com peso e agressividade e o thrash metal é sua maior característica. A melodia não falta e vai proporcionar um resultado que vai agradar bastante. A banda sou cuidar da produção e do material escolhido. 

São seis músicas autorais e também um cover do Led Zeppelin (The ocean/ Kashmir), com boa execução. O EP traz um tom moderno, traz peso, melodia bons riffs e uma caprichada produção, com bela capa e bom encarte. Incluídas nessas músicas, estão algumas de um trabalho anterior, que ganharam uma nova leitura. "Ready for another binge" (uma das melhores!!), "Illusion", "Society in ruins", "Blood washed hands", "Destruction overtruck", "Embrace disgrace" e fechando com o cover do Led, "The Ocean/Kashmir".
Fica uma grande expectativa para um próximo trabalho e alcançando um bom número de ouvintes, certamente terão muitos novos seguidores. A estrada deles vem se formando passo a passo e tem sido coerente a estrada que trilham. Merecem atenção e reconhecimento.

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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Resenha CD: Banda Amákina - “Na estrada – O Rock’n Roll move as engrenagens”

Pensa numa banda que faça Rock'n'roll seriamente, que constantemente se apresenta, sustentando sua estrada desde 2008, ano de sua formação. Essa é a Banda Amákina, de Niterói, que conta em sua formação com: Gerson Monteiro (Baixo), Tuca Marques (Vocal e Guitarra)  e Aldo Sá (Bateria). Com seu trabalho trazendo referências do Rock das décadas de 1970 e 1980, a banda se entende muito bem e já estiveram em diversos palcos se apresentando ou sendo homenageados. no ano de 2010 a Banda Amákina lançou um single, denominado: Amakina", contendo 02 músicas. Seguiram trabalhando e veio o primeiro videoclipe, com uma faixa que gosto bastante: "Meu lar é o bar", retirada do single. Em 2015 veio a participação na coletânea: “Independente ou Morte”. 

Era então a hora de mais um trabalho. O CD que traz grandes registros e vai consolidando o trabalho de quem seriamente corre atrás dos sonhos. “Na estrada – O Rock’n Roll Move as Engrenagens” é o nome deste trabalho, que inclui 08 músicas com o Rock dos anos 70/80 já figurando por muitas rádios e aceitação e reconhecimento por parte de quem já conheceu o trabalho da banda. como músicos, estão sempre se dedicando a todo momento a este trabalho e como pessoas, mostram-se receptivos, humildes e atenciosos com seus seguidores. O mercado da música pesada sente falta de trabalhos como esse, que no Brasil está carente há algum tempo. O som da banda, a capa, seus shows, tudo traz o climão festivo que o rock nos proporciona. E neste CD, você pode nitidamente ver qualidade e desempenho muito bem construído por parte de cada músico. 

As músicas são: "A luz  dos seus olhos", "Amor perfeito", "Confesso", "Entre um copo e outro", "Máscara", "Na estrada", "Não vejo nada", e "Sem sair do lugar". Recomendo conhecerem o trabalho e divulgarem aos amigos, porque Amákina está na estrada!!


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quinta-feira, 31 de março de 2016

Resenha CD: Gueppardo - Fronteira final

Hard, heavy direto, lembrando os bons tempos em que surgiam bandas com essa sonoridade, que lembra a década de 80 e o clima que havia naquela época. Os gaúchos do GUEPPARDO nos brindam com esse registro denominado "Fronteira final", trazendo um hardão mesclado com o heavy tradicional, tendo um resultado que agradará muito aos fãs do estilo. Optaram pelo nosso idioma e suas músicas são recheadas de riffs marcantes, boas melodias, solos que ficam na mente, boas letras e um trabalho gráfico de bom gosto, além da boa produção. Também se destacam os agudos do vocal, não desmerecendo o grande trabalho de batera e baixo, muito bem executados. 

A banda carrega uma história como de muitas outras: Formada em 2007, logo lançou seu primeiro trabalho, o EP “Instinto Animal”. Teve uma breve pausa, como as vezes sempre se faz necessário devido a problemas de formação e a vida corrida, mas retornaram e agora gravam esse registro com um resultado positivo. "Fronteira final" contém as músicas: "Fonteira final", "Roleta russa, "Fúria e paixão", "Planeta proibido", "Estrela perdida", "Chuva", "Nada a perder", "Anjos e demônios" e também "Fissura total". Além do som com qualidade e boa construção, a capa deste CD também é de bom gosto, foge um pouco da idéia atual já meio batida. Procure em algum momento ouvir este CD com fone de ouvidos, deixando o som ser mais perceptível, mais intenso e vibrante. É um trabalho também para rodar numa roda de encontro banger, pois fica como uma ótima trilha para uma bebemoração. Ouça alto, vibre e sinta a força da música pesada e deixe os solos dar o clima. Diversão pura. Ao vivo deve ser mais contagiante ainda.

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